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Geraldo Pereira é eternizado na Câmara com entrega de medalha
Com o plenário lotado - em sua maioria por pessoas da área da cultura de Juiz de Fora - a Câmara Municipal entregou, pela primeira vez,
a medalha Geraldo Pereira a oito personalidades e duas entidades culturais da cidade.
Presidida pelo primeiro vice-presidente da Casa, vereador Antônio Aguiar, autor da resolução que cria a medalha,
o parlamentar destacou a importância de se perpetuar o nome de Geraldo Pereira na história do município.


Editado e Publicado em 25-08-17

“Muitos na cidade, principalmente os mais jovens, pouco sabem quem foi este grande artista que durante 16 anos de carreira compôs inúmeros sucessos que exploravam temas comuns ao universo do samba e que tinha como personagens gente de vida simples, moradores dos subúrbios e dos morros”, destacou Aguiar que frisou, ainda, o pioneirismo de Geraldo Pereira.

“Mais que um sambista, este artista que dá nome à honraria foi considerado um inovador na música popular brasileira. E quem faz esta afirmação é simplesmente João Gilberto. O pai da Bossa Nova dizia que o samba de Geraldo era leve e cheio de divisões rítmicas. E há quem encontre as origens da revolucionária divisão rítmica de João Gilberto nas síncopes de Geraldo Pereira. Ao contrário do que a maioria pensa, há muito mais do morro do que de Ipanema na bossa nova. A malandragem carioca dos anos 30 e seu samba sincopado é que são, na verdade, a origem deste ritmo musical e não aquelas imagens clássicas de Ipanema”, explanou.

A outorga da medalha foi ao som de Geraldo Pereira interpretado pela cantora e também homenageada, Sandra Portella. Em breve, ela lança um CD que haverá uma composição de Geraldo Pereira: “Pisei num despacho”.

A noite também contou com discursos de Guilherme Mauller - representando a Associação Cultural Estação Palco, que assina a medalha em parceria com a Câmara - e do coordenador do Centro de Estudos Teatrais, professor aposentado da UFJF, José Luiz Ribeiro, que falou em nome dos agraciados. O dia também foi de festa para Armando Fernandes Aguiar, o Mamão, que aniversariou na data.

A outorga Geraldo Pereira é destinada às pessoas físicas e/ou jurídicas que se notabilizaram na produção, difusão e engrandecimento das manifestações artístico-culturais e sociais na cidade e região.

A denominação não se dá por acaso. Geraldo Pereira foi compositor, sambista e cantor de grande projeção nacional. É considerado o mais brilhante cultor do samba sincopado, popularmente conhecido como samba de gafieira, pelo ritmo requebrado e brejeiro. Autor de versos livres e arrojados, foi uma espécie de alma da bossa nova nos anos 60. Geraldo Pereira nasceu em Juiz de Fora, mas mudou para o Rio de Janeiro, onde fez carreira, aos 12 anos de idade. Faleceu prematuramente aos 37 anos.

Além de vereadores, a outorga contou com as presenças de várias autoridades como o vice-prefeito Antônio Almas, o ex-prefeito Tarcísio Delgado e o juiz Edir Guerson de Medeiros.

Confira os homenageados

Milton Ramos de Britto

Miltinho Batera estreiou como panderista em 1948, acompanhando Dorival Caymi. Sua história se mistura com a história da Tv e da Rádio no Brasil. Na década de 60, participava do conjunto do maestro Zezinho, na Rádio Nacional.

Bacharéis do Samba

Formado pelos músicos Nelsinho, Coração, O Professor, Miguel Lobo e Alex do Cavaco - como são popularmente conhecidos - o grupo Bacharéis do Samba tem mais de 40 anos de estrada. Na década de 70, teve a honra de acompanhar a cantora Elza Soares no palco da TV Industrial.

Armando Fernandes Aguiar – Mamão

Compositor de famosos sambas como “Tristeza pé no chão” e “Adeus diferente”, Armando Fernando Aguiar, o Mamão, que também é cantor, possui obras de sucesso que foram interpretadas por celebridades como Paulinho da Viola, Alcione, Zeca Baleiro, Luciana Melo, Elen Lima, Clara Nunes e Luis Airão.

Associação de Belas Artes Antônio Parreiras

A Associação é destinada à divulgação e ensino livre das artes plásticas. Tem sua origem no Núcleo Hipólito Caron, criado em 1922. Em 1934, foi criado o Núcleo Antônio Parreiras que, em 2005, se transformou em Associação.

João Batista Pereira – Joãozinho da Percussão

O talento fez com que Joãozinho da Percussão levasse o nome de Juiz de Fora para o cenário musical nacional e internacional. Seu know-how o fez ser incluído em diversos trabalhos como em Cannes, com Benito de Paula, e duas vezes no Festival de Montreaur, com Jorge Benjor.

Centro de Estudos Teatrais – Grupo Divulgacão

O Grupo Divulgação completou, em 2017, 51 anos de atividades ininterruptas desenvolvendo pesquisa, ensino e extensão. Possui mais de 200 montagens e uma média de 120 apresentações por ano.

Danielle Marie Villela Eiras Uhebe

Dani Marie ingressou em sua vida artística na Corpus, onde estudou ballet clássico, jazz e sapateado. Passou pelo Studio Corpo, pela Cia Corpo Livre e foi escolhida para atuar ao lado de Ana Botafogo e Marcelo Misailidis na peça Coppélia.

Antônio Carlos Siqueira Dutra – Toninho Dutra

Toninho foi superintendente da Funalfa por oito anos e meio, período em que implementou importantes projetos como os corredores Cultural e da Folia, o Centro Cultural Dnar Rocha, o Gente em Primeiro Lugar, entre outros.

Maria Isabel de Souza Santos

Maria Isabel é graduada em música e exerceu o magistério por 42 anos. Fundou, em 1971, o Centro Cultural Pró-Música, onde exerceu a presidência por 43 anos. Em 2014, doou todo o patrimônio da Associação para a UFJF. À frente do Pró-Música, a professora conseguiu inserir Juiz de Fora no cenário da música erudita nacional e internacional.

Sandra Portella Bonsanto

O samba fisgou Sandra Portella ainda no berço. Filha de compositores de escolas de samba de Juiz de Fora e do Rio, se descobriu também apaixonada pelo ritmo que a transformou em um corpo que transpira musicalidade.

Com Informações da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Juiz de Fora

Service Divulgação


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