Abastecimento e produção agropecuária seguem dentro da normalidade em Minas
Sistema Agricultura está realizado o monitoramento semanal das atividades do setor.

Editado/publicado em 20/04/20


CeasaMinas - entreposto da Grande BH - Divulgação / Seapa

O abastecimento e a produção agropecuária e agroindustrial em Minas Gerais, no período de 6 a 14 de abril, se manteve dentro da normalidade em quantidade e fluxo de produtos nos mercados locais, regionais e estadual. A avaliação positiva da conjuntura é da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), que está realizando, em parceria com as instituições vinculadas (Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA), o monitoramento da atividade agropecuária no estado para identificar possíveis impactos no processo de produção e distribuição de alimentos, durante o período de enfrentamento da Covid-19.

O monitoramento acompanhou o desempenho da comercialização e abastecimento de vários gêneros alimentícios, insumos agropecuários; frutas e hortaliças comercializadas na CeasaMinas – entreposto da Grande BH; café, além do levantamento do abate de bovinos, aves e suínos.

Segundo a secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Valentini, a divulgação do “Balanço da Situação da Produção e Abastecimento Agropecuário em Minas Gerais Frente à Crise do Coronavírus” será semanal. “O Sistema da Agricultura está monitorando as diversas cadeias produtivas na perspectiva de manter o fluxo regular da produção agropecuária e garantir o abastecimento para a sociedade”.

Agricultura Familiar

A Emater-MG realizou o levantamento das informações em 737 municípios que contam com a sua assistência técnica. “A metodologia utilizada para esse trabalho se baseou na aplicação semanal de questionário junto aos nossos técnicos para atender a demanda e a necessidade de monitoramento da sociedade e das instituições públicas, tanto do estado quanto dos municípios ”, explica o diretor técnico Feliciano Nogueira.

De acordo com a Emater-MG, a situação do comércio dos agricultores familiares varia de normal ao comprometimento médio em 76% dos municípios consultados. O mercado local, representado por supermercados, mercearias e sacolões, tem sido o principal canal de comercialização para esses agricultores, seguido das televendas em redes sociais com entrega em domicílio, modalidade que foi adotada em 50,2% dos municípios consultados.

Abate de animais

Segundo o diretor técnico do IMA, Bruno Rocha de Melo, os dados do sistema de defesa agropecuária mostram que a situação das cadeias produtivas de proteína animal está dentro da normalidade. De acordo com o levantamento foram abatidos 58.578 bovinos no período analisado.

O abate de aves também segue dentro das expectativas e a análise do alojamento de animais para engorda (pintos de 1 dia) aponta para um cenário de normalidade nos próximos 45 dias. Ainda de acordo com a avaliação do IMA, não foram observadas mudanças significativas no trânsito de suínos destinados ao abate que indicassem risco momentâneo ao desabastecimento do produto. “A cadeia do leite requer um pouco mais de atenção, principalmente, os laticínios de menor porte, que estão com dificuldade de escoar seus produtos, o que reflete de alguma forma para o produtor”, pondera o diretor técnico do IMA.

Monitoramento de Preços

A Secretaria de Agricultura, que está realizando o monitoramento dos preços das frutas e hortaliças mais comercializadas na CeasaMinas, e as variações apresentadas estão dentro do normal. Para alguns produtos como o alho e a cebola, essa variação foi pouco significativa. O chuchu, o tomate e o pimentão tiveram queda devido à maior oferta desses produtos no mercado. Em relação à batata e cenoura, a demanda foi menor que a esperada.

Frutas como o abacaxi, laranja e a melancia mantiveram-se praticamente com preços estáveis. A maçã e o mamão, observando-se o início e o final do período em questão, foram às únicas frutas que apresentaram alta nos preços devido à menor oferta. Para a maçã, a queda da demanda, ocasionada pela suspensão das compras para a merenda escolar, fez com que os lotes retornassem para as câmaras frias.

Com informações da Ascom/Seapa


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