CRIANÇAS RETARDADAS

Editado/publicado em 29/02/20

Autor: Antônio Russi

Pergunto com transparência – por que nascem crianças retardadas? Verdade é que somente o extremado amor dos pais e dos familiares consegue infundir calor e vitalidade a esses petizes, de insondável melancolia. Tão tristezinhas, ó Deus, que dá pena a gente demorar nelas os olhos! Parece injustificável aos olhos da ciência, e humanamente inexplicável, o por quê dessa obtusidade mental se, em boa parte das vezes, demais irmãozinhos crescem e desenvolvem-se sadios e inteligentes. Onde é que entra nisso o bedelho da genética? Digo, como certas autoridades dizem, que as razões da genética são apenas concordantes e não preponderantes.

Toda vida humana é destino em estado impuro, guarde-se o slogan. Só o rilhar fero do tempo é que consegue abrir perspectivas.

Sem adiar mais razões, posso adiantar, como afiança um médico já desvestido da indumentária carnal, que “quase todas as perturbações congeniais da mente na criatura reencarnada, dizem respeito a fixações que lhe antecederam a volta ao mundo”.

Sim, a gente tem vidas sucessivas, experiências múltiplas. Se não assim, como elucidar essa aparente anomalia social? Deus não é justo? O diabo é que a ciência só quer fatos bem objetivados, mesmo que a verdade lhe está patente ao nariz.

Vou-me ao mesmo médico: “ E, em muitos casos, os Espíritos enleados nesses óbices seguem do berço ao túmulo em recuperação gradativa, experimentando choques benéficos, através das terapêuticas humanas e das exigências domésticas,das imposições dos costumes e dos conflitos sociais, deles retirando as vantagens do que podemos considerar por “extroversão indispensável à cura das psicoses de que são portadores”.

Assim pois seguem essas crianças em recuperação gradativa assistidas pelas terapêuticas humanas, que vão sendo aprimoradas com o andar do tempo. E assim também enfileiram-se como fatores auxiliares as exigências domésticas, cada vez mais conscientes do papel que lhes compete nem faltando as imposições dos costumes e dos conflitos sociais, como pondera o citado autor.

Uma única existência não lhes basta a esses infelizes bambinos o estarem livres desse mal aparente.

Sim, um mal apenas aparente, redigo com vinco e afinco. Mas já agora teria eu de acrescentar à expressão uma nova justificativa. Mas falta-me espaço para isso.

Antônio Russi (Professor e Escritor) - Lavras - MG - Fevereiro/2020.


Copyright © 2018 - Bicas News by Navearte - CNPJ: 23.987.662/0001-00 - Praça Rui Barbosa, 33 - Centro - Bicas - MG - CEP: 36600-000 - TEL: (32)3271-2244 - WhatsApp: (32) 98862-2244 - MÍDIA LIVRE - JORNALISMO INDEPENDENTE