ESTÃO CHEGANDO - AS NOVAS CRIANÇAS

Editado/publicado em 09/06/20

Autor: Antônio Russi

“Gloria in excelsis...” Estão, às claras, ou de maneira sutil, mudando o roteiro do mundo, e as pessoas ainda não perceberam a essência dos motivos e o em que vai dar isso mais para diante. Assim pois o processo está “caindo” como um fruto maduro. A Divina Sapiência planeja a transformação do Universo com antecipação de milênios e o nosso insignificante planetazinho não haveria de ficar de fora.É o que asseveram as Almas Altas.

Saber ou não saber as razões por que um grande evento se faz, não depende só de conhecimento do fato, mas também de fé. A fé sincera, e mesmo aquela que se impregna de uma certa ingenuidade, pode vislumbrar parte da verdade.

Mas é sobre as novas crianças que desejo falar. Elas vêm bem devagarinho rompendo as teias do mundo velho e são, por vezes, assustadoras. Ousadas, metem o bedelho em todas as atividades humanas e como são loquazes, solenes, convincentes!

Mas não são gênios esses petizes, não no sentido que se lhes atribuem os modernos investigadores. A genialidade é trabalho paciente de séculos, de aplicação séria e de estudo profundo. Uma só existência é insuficiente para guindar um ser humano à condição de gênio. A superioridade de um homem sobre outro homem se mede pelo empenho, pelo esforço, pela paciência e pela insistência com que persegue o seu objetivo.

Não raro, há mister inúmeras existências para que esse objetivo se concretize. Porque, meu amigo, não há favorecimentos na indefectível Lei e sempre alcança a palma da vitória aquele que mais trabalhou.O que se sabe, o que se guardou no arquivo eterno do Espírito não se perde.

Esses “geniozinhos” que aparecem nas TVs parecem assombrar o mundo com a sua arte, os seus cálculos, as suas memórias, as suas “certezas”. O Pai de Sabedoria vez por outra resolve mostrar a ponta do “iceberg” que a criança, mercê de consideráveis anos de trabalho, retém no seu subconsciente.

Por agora, não se vai a mais, ou poder-se-ia ir a mais se se tatasse de um tratalho de pesquisa de largo fôlego. Contente-se o homem com o pouco que se lhe abre diante. O que se mostra ainda é muito escasso para que ele forme idéia do potencial de que é capaz. Em linhas gerais, ainda não passamos de macacos imitadores uns dos outros, sem inspiração nem originalidade.

Em síntese, seria o gênio tão somente isto, um longo arquivo de impressões e de memória? Apenas aplicação c onstante de determinadas atividades, ao longo de muitas vidas, e nisso configuraria a sua superioridade sobre o comum dos mortais?

E o amigo acharia mui pouco a diferença? Uma diferença enorme, convenha-se. Fato, o gênio far-se-ia e se sustentaria pelo trabalho persistente, pelo extraordinário empenho no planejar, idealizar, repetir, insistir, retentar sempre até a perfeição, elevando-se afinal à condição de gênio.

Ou o amigo presume que o grande matemático Einstein fez-se gênio em uma única existência?

Antônio Russi (Professor e Escritor) - Lavras - MG - maio/2020.


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