Sedese lança campanha de combate à violência contra a pessoa idosa
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), por meio da Subsecretaria de Direitos Humanos,
lança hoje (15-06-20) a “Campanha de Combate à Violência contra a Pessoa Idosa diante a Pandemia de Covid-19”,
que tem o objetivo de mobilizar a sociedade civil em ações que valorizem os idosos e previnam quaisquer tipos de violência
sofrida por essa população, incluindo no período de isolamento social.

Editado/publicado em 15/06/20


Lançada no Dia Mundial de Combate à Violência contra Pessoas Idosas (15 de junho), as ações utilizarão da tecnologia para se aproximar da sociedade. Através de mídias digitais, como podcasts e transmissões ao vivo pela internet, a campanha visa reforçar que o cuidado é uma das melhores formas de se prevenir a violência - não apenas física, mas também psicológica - contra a pessoa idosa, uma vez que essa população acaba se tornando invisibilizada ao longo do tempo.

A identidade da campanha contém uma série de peças publicitárias, que abordam o benefício do cuidado para o processo de envelhecimento ativo, autônomo e saudável e também as consequências causadas na pessoa idosa acometida pela violência. Um Selo Social Digital integra o material, que será amplamente divulgado em redes sociais e enviado à rede de atendimento e proteção à pessoa idosa, além dos Conselhos Municipais de Direitos da Pessoa Idosa.

Transmissões pela internet

Serão realizadas três lives entre hoje e 29 de junho. A primeira, que começa às 15h, vai abordar o cenário da violência em Minas Gerais, inclusive em relação às medidas protetivas e o período de quarentena, através da ótica do Sistema de Garantia dos Direitos. A conversa terá participação de representantes do Ministério Público de MG, Delegacia Especializada de Proteção e de Crimes Contra o Idoso e do Conselho Estadual da Pessoa Idosa (CEI/MG).

Na próxima semana, o assunto abordado na segunda-feira (22) será a cultura do cuidado na perspectiva do envelhecimento ativo, observando as consequências da Covid-19. A abordagem foca no cuidado ao longo da vida, e também nas consequências causadas pelo novo coronavírus. O debate conta com a presença da profa. Natália Horta (PUC/MG), representantes da regional mineira Sociedade Brasileira de Gerontologia e Geriatria (SBGG) e da Universidade Federal de Viçosa (UFV). A transmissão também tem início às 15h.

A terceira live será no dia 29/06, às 15h, e vai tratar da importância da função protetiva nos diversos eixos da sociedade como forma de prevenção à violência, enfatizando que, em tempos de pandemia, medidas de como o distanciamento social são diferentes da falta de afeto ou abandono do idoso. A conversa terá a participação da Subsecretaria Subsecretaria de Assistência Social (SUBAS), Conselho Regional de Psicologia (CRP/MG) e do Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais (CEMAIS).

As transmissões são abertas à toda a sociedade, e serão realizadas pelo canal da Sedese no YouTube:

Diversidade de formatos

Além das transmissões ao vivo, a campanha também conta com a divulgação de podcasts — episódios sonoros, com formato similar à um programa de rádio, mas que podem ser ouvidos no momento em que o usuário desejar. O conteúdo foi produzido em parceria com a Universidade Federal de Viçosa.

Um dos episódios disponíveis é, justamente, sobre violência contra pessoa idosa. Além dele, é possível encontrar programas que abordam as formas de prevenção ao coronavírus, direito do consumidor, saúde mental, qualidade do sono e muitos outros.

Os episódios estão disponíveis para todos, gratuitamente, no Portal SER-DH:

A necessidade de políticas intersetoriais para o cuidado das pessoas idosas

O valor da vida muda com a idade? A pandemia da Covid-19 expôs as vísceras da sociedade brasileira. Estão à mostra suas fragilidades em termos de coesão do tecido social, e suas potencialidades de exercer a solidariedade ao outro. Os jovens e adultos que morrerem pela Covid-19 não terão a chance de envelhecer. Muito velhos também terão morrido precocemente. A crise causada pela presença do novo coronavírus precisa se transformar em uma oportunidade de aprendizagem. Que ela sirva para lembrar a cada um que o direito a envelhecer com dignidade não se inicia aos 60 anos e ultrapassa em muito a adoção de comportamentos saudáveis ou o controle de enfermidades crônicas. Para que o direito se efetive, são necessárias políticas públicas acessíveis e efetivas ao longo de toda a vida.

Experimentar o envelhecimento como um ribeirinho da Amazônia, um sertanejo nordestino, um morador de rua da metrópole ou um gaúcho dos Pampas, são experiências muito diversas que demandam respostas diferentes das políticas públicas. Uma justificativa recorrente para a falta de políticas para idosos é o argumento de que o Brasil está envelhecendo rápido e antes de enriquecer. Contudo, essa situação está posta, não se modificará e precisa ser enfrentada.

O artigo "A necessidade de políticas intersetoriais para o cuidado das pessoas idosas" pode ser lido em:

Edição MAMS - com informações da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social - SEDESE


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