150 cidades já flexibilizaram distanciamento social em Minas Gerais
Medida veio depois que o governo federal alterou orientações.
Em Boletim Epidemiológico divulgado ontem (6), pelo Ministério da Saúde e segundo boletim, transição começaria na próxima segunda-feira (13).

Editado/publicado em 07/04/20

Até hoje (7), 150 cidades de Minas Gerais já flexibilizaram as medidas de distanciamento social adotadas para combater a pandemia do novo coronavírus.

As mudanças ocorreram após o governo federal anunciar nesta segunda-feira (6) novas orientações, que preveem a possibilidade de municípios e estados com sistemas de saúde com baixa ocupação deixarem as restrições menos rígidas.

O Ministério da Saúde estabeleceu novas orientações em relação ao distanciamento social para combater a pandemia do novo coronavírus (covid-19). A equipe do órgão cria diferentes formas de isolamento e recomenda regras mais leves para municípios que ainda não estejam com alta ocupação de leitos nas unidades de saúde.

Segundo a nova orientação, haveria duas categorias de distanciamento: o ampliado e o seletivo. O ampliado é o que foi adotado pelos estados até o momento. Na nova diretriz da pasta, os municípios e estados em que os casos confirmados não tenham resultado em uma ocupação de leitos maior do que 50% da capacidade do local devem migrar da modalidade ampliada para a seletiva.

O distanciamento seletivo seria aquele no qual “apenas alguns grupos ficam isolados, sendo selecionados os grupos que apresentam mais riscos de desenvolver a doença ou aqueles que podem apresentar um quadro mais grave, como idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes, cardiopatia etc.) ou condições de risco como obesidade e gestação de risco”. Nesse modelo, as pessoas com menos de 60 anos podem circular livremente, desde que não apresentem sintomas da covid-19.

Essa transição do distanciamento social ampliado para o seletivo, conforme a recomendação, começaria na próxima segunda-feira (13).

Já os locais que apresentam coeficiente de incidência da pandemia 50% acima da estimativa nacional devem manter o distanciamento ampliado até que o estoque de equipamentos, insumos e força de trabalho em saúde estejam “disponíveis em quantitativo suficiente, de forma a promover, com segurança, a transição para a estratégia de distanciamento social seletivo conforme descrito na preparação e resposta segundo cada intervalo epidêmico”, pontua o boletim epidemiológico.

A informação foi dada pelo governador do estado, Romeu Zema, em debate virtual sobre o enfrentamento à pandemia em Minas. Segundo ele, o governo local prepara uma nova normativa para orientar os prefeitos a decidir se manterão o distanciamento social mais restritivo ou se flexibilizarão e permitirão a abertura de mais atividades econômicas.

“Vamos criar critério para dar conforto maior aos prefeitos. Muitos fizeram indevidamente e muitos não fizeram por receio. Vamos considerar número de casos e número de leitos para que o prefeito tenha melhor decisão. Mas a medida vai ficar a cargo dele, nosso governo vai dar as diretrizes”, disse Zema.

Ele lembrou que o estado possui uma densidade menor, com 80% da população espalhada na grande maioria dos 853 municípios que ficam no interior. Assim, a dinâmica de expansão se dá de forma mais lenta do que em estados onde há maior concentração nas regiões metropolitanas.

Segundo o último boletim epidemiológico divulgado hoje pela secretaria de saúde estadual, há até o momento 559 pessoas com covid-19 e 11 mortes confirmadas pela doença. Outros 49.652 mil casos e 100 óbitos ainda aguardam fechar diagnóstico.

Ontem, em atualização da situação da pandemia no estado, o secretário de saúde, Carlos Eduardo Amaral, reforçou a importância das medida de distanciamento social, como só sair de casa caso necessário, evitar aglomerações e manter-se longe pelo menos 2 metros de outras pessoas, além do uso de máscaras caseiras.

O governo publicou edital para a contratação de oferta de serviços de saúde. Entre as demandas está a disponibilização de dois mil leitos adultos e pediátricos por três meses, o que deve custar R$ 54 milhões.

Impactos econômicos

No debate virtual realizado hoje, Romeu Zema afirmou que a estimativa trabalhada pelo governo é de uma queda de 4% do Produto Interno Bruto do estado, o equivalente a R$ 7,5 bilhões em receitas.

Ele argumentou que para Minas Gerais e outros estados do Sul e Sudeste, as medidas anunciadas pelo governo federal, como garantia do repasse do Fundo de Participação dos Estados e adiamento de pagamento de dívidas, não funcionam, pois a maior parte da arrecadação vem do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Assim, o pleito desses estados vem sendo o de um apoio no sentido de compensar esses recursos que não entrarão nos caixas das administrações estaduais.

Edição MAMS - Fonte: Agência Brasil - Ministério da Saúde


Copyright © 2018 - Bicas News by Navearte - CNPJ: 23.987.662/0001-00 - Praça Rui Barbosa, 33 - Centro - Bicas - MG - CEP: 36600-000 - TEL: (32)3271-2244 - WhatsApp: (32) 98862-2244 - MÍDIA LIVRE - JORNALISMO INDEPENDENTE