O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER ?

Editado e Publicado em 01-05-19
artigo de Antônio Russi


Autor: Antônio Russi

Quem quiser acompanhar-me, esteja à vontade, ad libitum, porque o assunto é delicado. Os investigadores modernos, a começar por Einstein, afirmam que “...até mesmo o espaço vazio é curvo...”. Busco, com digna apreensão, e inutilmente, o sentido dessas palavras. Certo, não me empenhei em compulsar os livros especializados com o propósito de esclarecimento. E por que o não fez, ó filho da contradição? Simplesmente porque não os tenho à mão no momento. E, depois, por pura preguiça, se não foi por motivos outros que não ouso confessar. Mas como todo mundo é, de algum modo , inteligente, vou tropeçando passoS e sigo com o trabalho.

Devo confessar que me sinto bem diminuído quando não consigo apreender certas idéias de determinados autores. trechos de um livro ou quando topo com algumas reflexões soltas assinadas por algum autor de fama. Ma nem por isso saio ao desafio com o mundo nem com o autor. Outras vezes,se o trecho é sutil, mas compreensível, penduro-me em mim mesmo e dou-me um beijo de satisfação.

Vai, então, opto por outros caminhos que se me descortinam adiante. Só então sossego , aquieto-me, mais senhor de mim. E por que não hei de haver-me a mim mesmo, mais inteiro, e em que tropeço menos, por mais conhecido e explorado? Quero dizer, por que não busco assuntos com os quais mais me afaço?

Vá um exemplo. A reflexão é de Einstein. “Até onde as leis da matemática se refiram à realidade, elas estão longe de constituir algo certo; e, na medida em que constituem algo certo, não se referem à realidade.”

Impossível então atingir a verdade total no estágio em que se encontra a Humanidade.Sei e não sei o que ele quis dizer.Aqui vai adiante do raciocínio a intuição, como se expressou Santo Agostinho a propósito de não me lembra o quê. Em verdade, de há séculos os grandes gênios do passado já pensavam assim. Ponho dois exemplos e bastam. O primeiro é de um velho chinês, Lao Tsé : “”O melhor é não saber que se sabe”.Todo subsentir mexe com a nossa inconsciência, velho arquivo que se não apaga nunca.A segunda reflexão é atribuída a Sócrates:- “O que sei é que nada sei.”

Sou de natureza tímida; timídulo.Não arrisco, só petisco. Vou devagar. Por que a pressa? “Onde há uma borboleta, está pronta a paisagem”? Nem sempre. Desconfiar denota princípio de sabedoria. Vou às apalpadelas, olhos abertos, indagadores. Pelo menos, evito tropeços, se o caminho é áspero, incerto.

Vá a primeira reprodução de um trecho, o livro, “A vida além do véu”, é atribuído a um pastor de uma igreja na Inglaterra, Rev. G. Vale Owen, psicografado. Confessa ele que levou 25 anos para aceitar as mensagens que vieram depois a formar o livro. Não se espante o leitor, não a ponto de deitá-lo fora por presumi-lo absurdo. Ou, então, aceite-o como obra de ficção. Entre a verdade e a ficção um fiozinho mui tênue separa as duas pontas. Paulo, o apóstolo, bastou-lhe apenas um feixe de luz para crer. Como lá diz um investigador de assuntos insólitos - “a vida também é para ser lida; não literalmente, mas em seu suprassenso.”

Aqui vai o trecho; reproduz a fala de um Espírito de alta envergadura:- “...O que podemos fazer-vos sentir é que não há, em todo Reino da Criação de Deus, coisa impulsionada por força cega ou inconsciente (...) é a vontade de algum ser consciente projetando energia em uma direção determinada. Esses seres são de diversa graduação e epécie...”

Outras passagens há de grande beleza e verdadeiras revelações. Mas, de momento, vou ficando por aqui. Penso retornar ao assunto.

Antônio Russi (Professor e Escritor) - Lavras - MG - fevereiro/2019.


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