EL CORAZÓN HABLA

Editado e Publicado em 08-10-18
artigo de Antônio Russi


Autor: Antônio Russi

No Egito faraônico, já lá vão alguns milênios, cultuava-se o deus da sabedoria representado por um íbis. Diziam que os passos do íbis mediam exatamente um cúbito, ou um côvado e eles, espíritos matemáticos, edificavam os seus templos, régua a régua, utilizando-se da tal medida.

“Cuando El íbis duerme, mete La cabeza bajo El ala y adopta La forma de um corazón...

Dizia-se entre eles. E, estranho, construíam os seus suntuosos templos de que o tempo ainda conserva a antiga beleza. Ah, como demoravam-se os seus arquitetos na exatidão dos detalhes, ou talvez pensassem que os séculos seriam incapazes de fazer tisnar a formosura de suas linhas perfeitas.

Mas eu,espírito dubitativo, sempre gostaria de indagar por que adota o íbis, “cuando dorme”, a forma de um coração. Ainda não pude ver, ao vivo, uma dessas aves, mas a postura deve ser assim mesmo, talvez a maneira mais cômoda de repousar, de dormir, sei lá eu!

Ou estarei eu botando mistério onde não existe mistério algum? Como diria mesmo Alberto Caeiro? “O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério!O único mistério é haver quem pense n o mistério.”

Todos esses segredos da antiga civilização egípcia, se os havia de fato, atraíram a curiosidade do médico grego Hipócrates, ainda mui jovem. Moçoilo, menos de 17 anos, meteu mãos à aventura, e, sem fazer caso dos conselhos do pai, atravessou o mar a golpes de remo (ainda agora não acabo de entender como chegou à terra dos faraós). Outro mistério para mim indevassável. Conheceu então outras inteligências tão agudas quanto a dele, arrecadou do bojo da subconsciência, velho arquivo que todos guardamos. Mercê dessa agudeza, não demorou muito e já se encontrava matriculado na Escola de Iniciação do Egito, façanha só possível aos gênios. Saíra dali mais sábio do que entrara.

Uma pequena digressão do assunto não faria mal à ordem das idéias. Pensava eu que em medicina a especialização fosse uma invenção do nosso tempo. Mas não, acabo de saber que não. Heródoto, pai da História, escribe:

“La medicina está en Egipto tan sabiamente distribuída que un médico no se ocupa más que de una solo espécie de enfermedad , y no de varias. Todo está lleno de médicos , unos para los ojos, otros para La cabeça, estos para La dentadura, aquellos para las indisposiciones del vientre, otros, em fin, para las enfermidades inernas.” Frise-se que Heódoto viveu mais ou menos há uns 400 anos a.C.

Parece que hoje, milênios decorridos, está voltando a moda : a especialização está em prática e à solta na Medina moderna. Um dia, de retorno à pátria espiritual, e se Deus permitir-me, hei de rebuscar os arquivos do velho Egito, que os há, inteiros e legítimos, nos planos extrafísicos. Ou o senhor está presumindo inexistam coisas dessa natureza do lado lá? Em verdade vos digo que é do outro lado da vida que as coisas, invenções e novidades, provêm. Ah, meu amigo, todo dia é véspera, e o dia está sempre engolindo a noite com os seus enigmas. É tempo de retificar as suas convicções, antes que o mundo se acabe.

Vou adiante. Acrescento que havia entre os egípcios estreita conexão entre ciência e religião. Aprume o seu eixo vertebral, meu amigo, e pense nisso. Estão se esboroando velhas crenças antigas. Que mo asseverem os atuais conceitos da moderna física quântica.

Com a cardioenergética, a nova ciência que hoje em dia se vem cultivando, como não aceitar que habla el corazón? Todos sabemos que sim. Mas ainda não sabíamos, os pósteros, que o coração não somente sente como também pensa.

Antônio Russi (Professor e Escritor) - Lavras - Mg - agosto/2018.


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