Exposição reúne pela primeira vez em Minas Gerais cerca de 400 espécies minerais brasileiras
Esta é considerada a coleção mais representativa sobre minerais brasileiros.
Nenhum outro museu do país ou coleção particular tem tal quantidade e registros.


Editado e Publicado em 22-03-18


Diamante é um dos minerais apresentados na exposição do MM Gerdau, do Circuito Liberdade, na capital mineira - Marcílio Gazzinelli

Já viu de perto um diamante? E uma esverdeada malaquita? E uma cianita de azul reluzente? Uma nova exposição de minerais raros e recém descobertos, nunca antes vistos em um museu brasileiro, estará no Circuito Liberdade, em Belo Horizonte.

Contar a história das riquezas de Minas Gerais e de seus recursos naturais é a missão do MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, integrante do Circuito Liberdade. Celebrando as ciências da Terra e a identidade de um povo, será aberta ao público no próximo sábado, dia 24 de março, a exposição da coleção Minerais do Brasil.

É considerada a melhor coleção e também a mais representativa quando se trata de minerais brasileiros. Nenhum outro museu do país ou coleção particular tem tal quantidade e beleza.

No Brasil ocorrem, aproximadamente, 970 espécies minerais válidas. A nova Sala Professor Doutor Álvaro Lúcio abrigará 400 dessas espécies, incluindo suas variedades, ou seja, uma grande mostra de tudo o que já foi encontrado no país.

Dentre estas amostras, ainda estarão presentes 35 espécies-tipo válidas, das 70 existentes no Brasil. Até então, prédio rosa da Praça da Liberdade contava com o acervo do antigo Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães, que funcionou no Edifício Rainha da Sucata.

Além de acrescentar novas espécies minerais ao MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal, a coleção cumpre a função de apresentar à sociedade a riqueza do solo brasileiro, sua estética e significado”, afirma a geóloga Andrea Ferreira, curadora de geociências do museu e da exposição.

Muitos especialistas de renome nacional e internacional estão envolvidos. A coleção foi criada por iniciativa dos empresários Antônio Delfino Santos e Sebastião Santos, com o objetivo de implantar o Museu de Mineralogia (Mumi), na cidade de Sete Lagoas, região de muitas descobertas e rota do explorador Peter Lund (1801-1880) - um dos naturalistas dinamarqueses mais notáveis do século XIX, e que é considerado o pai da paleontologia e arqueologia no Brasil.

A iniciativa começou com a compra da coleção do falecido colecionador Manfredo Kayser, ex diretor-superintendente da Magnesita, que formou sua coleção ao longo de toda vida, e mais recentemente, com a aquisição da coleção de outro importante colecionador, Luiz Menezes. O Mumi não foi implantado e, em parceria com o MM Gerdau, a coleção ganhou uma sala especial no segundo andar do museu, batizada de Professor Doutor Álvaro Lúcio, em homenagem ao engenheiro metalúrgico, estudioso e colecionador de minerais, uma renomada autoridade internacional no assunto.

“O Museu das Minas e do Metal realiza um feito histórico: apresentar ao público um acervo de minérios e minerais compatível com a riqueza de Minas Gerais. Fico feliz em ver essa inauguração e estarei presente.

Os mineiros terão oportunidade de conhecer a história e as belezas do Estado em que vivem”, afirma Álvaro ; clique aqui e saiba mais sobre ele - arquivo em PDF.

Hoje, com 93 anos, atuou na catalogação e no suporte técnico da coleção, ao lado de dois outros grandes colecionadores, Luiz Menezes e Paulo Amorim.

“O Sebastião Santos e o Antônio Delfino Santos adquiriram coleções importantes, como a do Manfredo e Luiz Menezes – esse último um dos maiores descobridores de minerais do Brasil. O fato de o MM Gerdau incorporar esse acervo, que seria dedicado ao MUMI, o coloca entre os maiores museus brasileiros dedicados a minerais”, afirma Paulo Amorim.

Ele ainda destaca a importância da sala ser batizada com o nome do Prof. Doutor Álvaro Lúcio. “Ele é um dos maiores colecionadores privados do país, dedicou a sua vida à procura de minerais e tem um rico trabalho prestado à sociedade. Foi ele que inoculou o vírus da compra e coleção de minerais no Sebastião e no Delfino. O resultado é o que poderemos conferir na exposição”, diz.

A sala Prof. Doutor Álvaro Lúcio, onde está a coleção Minerais do Brasil, pode ser visitada de terça a domingo, das 12h às 18h, sendo na quinta-feira, das 12h às 22h. A entrada é gratuita.

“Considero a chegada da nova coleção como um grande presente para o Museu e para os apaixonados pela Mineralogia. O nome da exposição “Minerais do Brasil” foi muito bem escolhido pelos curadores. Nosso país tem registrado cerca de 70 minerais tipo do Brasil, ou seja, minerais cuja primeira amostra reconhecida oficialmente pelo mundo é brasileira. Na nova exposição, iremos expor a metade. É algo realmente inédito!”, afirma Márcia Guimarães, gestora do museu.


O Museu das Minas e do Metal integra o Circuito Liberdade desde 2010 (Crédito: Jomar Bragança)

Sobre o MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal

É integrante do Circuito Liberdade desde 2010, ano de sua abertura ao público.

A museografia é assinada por Marcello Dantas, renomado diretor artístico carioca, e a intervenção arquitetônica é de Paulo Mendes da Rocha, grande destaque da arquitetura brasileira contemporânea.

O imponente edifício, conhecido popularmente como "Prédio Rosa" da Praça da Liberdade, abriga importante acervo de duas das principais atividades econômicas de Minas Gerais: a mineração e a metalurgia.

As 18 salas do museu apresentam de forma criativa o fascinante universo dos metais, dos minerais e de seus componentes. São mais de 40 atrações, sendo 11 dedicadas às principais minas do Estado, como a de Morro Velho.

A edificação começou a ser erguida em 1895, pela Comissão Construtora da Nova Capital, para abrigar a Secretaria do Interior. A maior parte do tempo, entretanto, funcionou como Secretaria de Educação. De estilo eclético, com predominância de elementos neoclássicos franceses, é um exemplar dos tempos da fundação de Belo Horizonte.

Fonte: Agência MInas

Service Divulgação/Cultural


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