Inflação dos mais pobres e dos mais ricos registra alta em maio
No acumulado dos últimos 12 meses, porém, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda
aponta recuo na variação do IPCA para famílias de renda mais baixa.

Editado/publicado em 13/06/18

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda referente a maio, divulgado nesta segunda-feira, 11, mostra um aumento da pressão inflacionária tanto nas classes mais pobres da população, quanto nas mais ricas. A inflação das famílias de menor renda registrou alta de 0,41% no mês, enquanto a variação dos preços de bens e serviços consumidos pelos mais ricos ficou em 0,38%.

O Grupo de Conjuntura do Ipea aponta a piora no comportamento dos preços de alimentos – especialmente tubérculos, legumes, verduras e derivados de trigo – e da energia elétrica como fatores que explicam o aumento da inflação dos mais pobres em maio. Boa parte do orçamento das famílias de menor renda é destinado a esses dois grupos de despesa. Por sua vez, a inflação entre as famílias de renda alta foi pressionada, sobretudo, pela aceleração dos preços dos combustíveis.

No acumulado de 12 meses, a inflação das famílias mais pobres recuou novamente, passando de 1,73% para 1,67%. Nesse mesmo período, a inflação da parcela de renda alta da população foi 2,2 vezes superior à observada entre os grupos de renda mais baixa.

Inflação por Faixa de Renda – maio de 2018

Carta de Conjuntura: Por Maria Andreia Parente Lameiras

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que, em maio, ao contrário do que vinha ocorrendo no período recente, houve uma maior pressão inflacionária nas classes mais pobres da população brasileira.

Segundo a tabela 1, observa-se que, enquanto a inflação das famílias com menor poder aquisitivo registrou alta de 0,41%, a variação dos preços dos bens e serviços consumidos pela parcela mais rica da população foi de 0,38%.

Essa taxa de inflação maior para as classes mais baixas, em maio, é explicada pela piora no comportamento dos preços dos alimentos – especialmente, tubérculos, legumes, verduras e derivados de trigo – e da energia elétrica, já que parcela relevante do orçamento dessas famílias é destinada à compra destes itens.

A inflação das classes mais elevadas foi pressionada, sobretudo, pela aceleração nos preços dos combustíveis, com grande impacto no grupo transportes (tabela 2).



Veja a análise completa do indicador: Inflação por Faixa de Renda – maio de 2018 - arquivo em PDF.

Fonte: Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada


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