Inflação das famílias pobres caiu duas vezes mais que a das famílias ricas em agosto
Indicador Ipea por Faixa de Renda foi divulgado nesta terça-feira passada, 11 de agosto,
e apontou que o resultado foi puxado pela queda nos preços dos alimentos no domicílio.

Editado/publicado em 12/09/18

A inflação de agosto para as famílias de renda mais baixa caiu 0,12%, uma retração duas vezes maior que a registrada entre as famílias de renda alta (-0,06%). É o que mostra o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda referente a agosto, divulgado nesta terça-feira, dia 11, pelo Grupo de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O alívio inflacionário dos mais pobres no mês passado ocorreu, sobretudo, graças à queda dos preços de alimentos no domicílio, principalmente de itens mais importantes na cesta de consumo desse segmento, como tubérculos (-9,7%), carnes (-1,5%), leites e derivados (-1,3%) e aves e ovos (-1,3%). As famílias de renda mais baixa também se favoreceram da queda no preço do gás de botijão (-1%).

Já as famílias de renda mais alta se beneficiaram em menor escala da queda dos preços dos alimentos. Itens que pesam mais nas contas dessa parcela da população tiveram aumento, como as tarifas de gás encanado (1,2%), planos de saúde (0,8%) e cursos diversos (0,5%). Outros produtos que têm impacto maior na inflação dos mais ricos registraram deflação, como a gasolina (-1,5%) e as passagens aéreas (-26,1%).

Na perspectiva dos últimos 12 meses, a inflação acumulada pelas famílias de menor poder aquisitivo acelerou. Ela passou de 3,45% em julho para 3,55% em agosto. Em todos os níveis de renda houve deflação no mês passado. A deflação registrada entre as famílias mais pobres foi menor que a observada no mesmo mês de 2017 (-0,22%). No caso das famílias de renda alta, ocorreu o inverso: a inflação de agosto de 2017 (0,53%) foi maior que a apontada em agosto de 2018.


Inflação por Faixa de Renda – Agosto/2018

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que, em agosto, embora tenha ocorrido uma deflação em todas as classes, a queda da inflação apresentada pelas famílias de renda mais baixa (-0,12%) foi duas vezes maior que a observada na faixa de renda mais alta (-0,06%). Este alívio mais intenso da inflação das famílias mais pobres foi possibilitado, mais uma vez, pela deflação nos preços dos alimentos no domicílio, em especial de itens importantes na cesta de consumo desse segmento, como: tubérculos (-9,7%), carnes (-1,5%), leites e derivados (-1,3%) e aves e ovos (-1,3%). Adicionalmente, a queda no preço do gás de botijão (-1,0%) ajudou a intensificar este processo de deflação. Na outra ponta, a inflação das famílias de renda mais alta também se beneficiou da queda dos preços dos alimentos, porém em menor escala. Apesar do recuo nos preços da gasolina (-1,5%) e das passagens aéreas (-26,1%), a deflação deste segmento de renda foi contrabalançada pela alta das tarifas de gás encanado (1,2%), do plano de saúde (0,8%) e dos cursos diversos (0,5%).

Por Maria Andréia P. Lameiras

Acesse a íntegra do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda: arquivo em PDF.


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