#RespeitaeCola: Criaram as figurinhas das seleções femininas para a Copa
As mulheres não ganham o mesmo. Não no mercado de trabalho e muito menos no campo de futebol.
Elas não recebem o mesmo público nos estádios. E também não têm os seus jogos televisionados.
O mundo inteiro para pra ver a Copa do Mundo. Mas ninguém para pra ver as mulheres jogarem.
Ninguém sabe quando é a Copa do Mundo de Futebol Feminino.
E o que as pessoas não sabem é que os homens recebem 234 vezes mais do que mulheres no esporte.
Dessa vez, queremos que as mulheres tenham o mesmo reconhecimento que os homens, até porque já estamos em 2018.

Editado e Publicado em 20-06-18


A cada quatro anos a história se repete: com a aproximação do início da Copa do Mundo, o álbum de figurinhas especial da competição chega às bancas provocando celeuma entre as crianças e, admitamos, entre muitos adultos que correm para comprar pacotinhos e tentar completá-lo.

Tal fenômeno, no entanto, é também sintomático de uma boa dose de desigualdade que se revela com o mundial: a maneira com que tratamos a competição masculina, em comparação com a Copa do Mundo Feminina de Futebol – a começar pelo fato de que um álbum com as jogadoras e equipes femininas de cada país sequer existe.

Entre as tantas desigualdades de gênero que o futebol revela, essa ao menos pode ser facilmente revertida – e é isso que publicitários da agência WMcCann decidiram fazer como projeto pessoal: a campanha “Respeita e Cola”, uma plataforma com as figurinhas das equipes femininas que estão no torneio. A ideia é baixar as figurinhas e imprimi-las, para colar em um álbum vazio ou mesmo sobre as figurinhas masculinas de seu álbum original.

A cada semana, 9 novas figurinhas são liberadas.

O projeto é assinado pelos diretores de arte Miranda Gleiser e Ian Hartz e pelo redator Benny Hirsch. Além do próprio site, um vídeo foi lançado, mostrando a reação das pessoas diante das figurinhas com as jogadoras em algumas rodas de troca de figurinhas.

A ideia foi aproveitar a comoção ao redor do evento para justamente questionar a maneira com que tratamos a presença feminina no esporte. “Todo mundo acompanha o mundial com as equipes masculinas, mas quase ninguém sabe quando é a Copa com os times femininos”, disse Gleiser.

Acesse O hack feminino do álbum da Copa:


Fonte: Hypeness


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