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Relatório apresenta resultados de recuperação do rio Doce
Governo fiscaliza ações de recuperação da Bacia do Rio Doce.
Operação Watu monitora intervenções de recuperação realizadas pela Fundação Renova.

Editado/publicado em 19/02/19


Intervenções realizadas no rio Doce que foram alvo da operação de fiscalização Watu

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais disponibilizou, em sua página da internet, os resultados da 6ª fase da Operação de Fiscalização Watu, que avalia as ações de recuperação que estão sendo realizadas na parte mineira da Bacia do Rio Doce. As medidas vêm sendo executadas após o rompimento da Barragem Fundão, em Mariana, na região do Quadrilátero Ferrífero, ocorrido em novembro de 2015.

A operação aconteceu de 3 a 6 de julho de 2018 e observou, dentre outras ações, as medidas previstas nos Planos de Manejo de Rejeito, que são os instrumentos que estabelecem as diretrizes gerais para a recuperação definitiva das áreas atingidas pelo vazamento proveniente da Barragem de Fundão, de propriedade da empresa Samarco. “A Fundação Renova deverá continuar com a implementação das intervenções, respeitando os projetos executivos apresentados ao órgão ambiental”, afirma a diretora de Gestão da Bacia do Rio Doce da Semad, Patrícia Rocha Maciel.

A Fundação Renova é a organização criada para cuidar das ações de recuperação no rio Doce. Patrícia Rocha explica que o estudo será encaminhado à Fundação Renova para que sejam tomadas as devidas providências. “Os órgãos e entidades que compõem o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) continuarão realizando o monitoramento dos trechos prioritários e não prioritários”, explica.

O relatório traz informações sobre as intervenções de recuperação que a Fundação Renova está realizando, enfatizado os pontos que se encontravam com algum tipo de problema ou que necessitavam de atenção. Entre os pontos assinalados pelos técnicos da Semad está a presença de animais em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e também ineficiência ou danos nas estruturas das obras de recuperação, dentre outros aspectos.

Entre as ações, as equipes do Sisema identificaram a necessidade de estabilização de rejeito em trechos ao longo do Rio Gualaxo do Norte com a realização de obras de drenagem. Em alguns pontos, foi identificado que o rio levou parte dos enroscamentos da margem, exigindo manutenção. Também haverá necessidade de reconstrução topográfica e revegetação em outros pontos.

Em outro trecho, já no Córrego Camargos, houve refluxo da lama de rejeitos e uma cachoeira bastante utilizada pela população local terá de ser desassoreada, bem como o poço. Segundo o relatório, em diversas margens dos cursos d´água, pode-se observar o crescimento da vegetação.

Os trabalhos de restauração na calha principal do Rio Doce são fiscalizados pelos órgãos que compõem o Sisema nas operações denominadas Watu. Já o monitoramento da restauração ecológica nos tributários atingidos pelo rejeito de minério de ferro é feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que realiza as operações Áugias.

As obras de recuperação nos trechos foram iniciadas em 2016 e a primeira Operação WATU, denominada de Fase I, foi realizada em novembro de 2016. A segunda fase foi realizada em dezembro daquele mesmo ano. Em maio de 2017, o Sisema realizou a Fase III e, em agosto, a Fase IV. A quinta fase teve início em março de 2018.


Localização dos trechos prioritários e não prioritários de recuperação ambiental, acompanhados pela Operação WATU

Operação Watu

Os resultados da 3ª e 4ª fases da Operação Watu, iniciativa do Governo de Minas que fiscaliza as ações de recuperação ambiental das áreas afetadas pelo rompimento da Barragem de Fundão, já estão disponíveis. As vistorias ocorreram, respectivamente, entre 15 e 18 de maio, e de 28 agosto a 1º de setembro. O trabalho compreende a extensão da Bacia do Rio Doce entre o Complexo Minerário de Germano, em Mariana, e a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, no município de Rio Doce, no Vale do Rio Doce. Toda essa área ao longo da bacia foi atingida pela lama que vazou do reservatório da Mineradora Samarco, em 5 de novembro de 2015, com impactos até o Espírito Santo.

Nessas duas últimas etapas do trabalho, técnicos do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) percorreram 23 trechos, que somam mais de 100 quilômetros ao longo de cursos d’água afetados pela tragédia. A operação Watu, que na língua indígena Krenake significa Rio Doce, teve início em novembro de 2016. A segunda fase ocorreu no mês seguinte, em dezembro daquele ano.

A fase 3 da operação teve como objetivo atualizar as informações coletadas nas operações anteriores, além de vistoriar, pela primeira vez, 11 trechos denominados “não prioritários”, caracterizando-os ambientalmente. Já a fase 4 teve o objetivo de acompanhar a recuperação dos trechos prioritários e verificar o início das obras de recuperação nos trechos não prioritários.

O relatório da fase 4 da Operação Watu apresenta uma série de documentos e estudos que a Fundação Renova deve apresentar ao órgão ambiental com o objetivo de aprimorar o acompanhamento das ações de recuperação. São documentos com os resultados do monitoramento de controle e taxa de erosão apurados nas áreas prioritárias de recuperação, além da avaliação preliminar das áreas piloto de plantio de mudas de espécies nativas e frutíferas.

A evolução da recuperação ambiental da Bacia do Rio Doce, bem como as ações de manutenção e monitoramento das áreas realizados pela Fundação Renova, continuarão sendo acompanhadas pelo Sisema, com especial atenção no período chuvoso. A Fundação Renova foi instituída pela Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton, após assinatura de Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC) entre a União, o Governo de Minas e diversos órgãos ligados ao Meio Ambiente, com o objetivo de gerir e executar medidas de recuperação dos danos resultantes da tragédia.

De acordo com a coordenadora da Operação Watu, Patrícia Rocha Maciel Fernandes, a retirada ou permanência dos rejeitos ao longo dos cursos d’água é um dos assuntos em discussão. A viabilidade técnica e ambiental de cada um desses dois processos está sendo discutida no âmbito do Plano de Manejo de Rejeitos.

Os trabalhos de recuperação das áreas afetadas pelo rompimento da Barragem de Fundão tiveram início em novembro de 2016. Já naquele mês, o Sisema realizou a primeira operação oficial de vistoria nos trechos em que ocorriam intervenções. Naquele momento, as intervenções ainda eram emergenciais, para conter os efeitos do rompimento da barragem. Com base nos projetos, o Sisema chegou a um escopo de áreas onde deveriam se concentrar as fiscalizações, que foram sendo adequadas ao longo do trabalho.

A operação de fiscalização ambiental Watu é o mecanismo oficial de acompanhamento das ações de recuperação realizadas pela Fundação Renova. A Operação é realizada pelo Sisema, paralelamente à Operação Augias, realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que possui o mesmo caráter. As metodologias de fiscalização adotadas nas duas operações são padronizadas com o Ibama, atuando nos rios tributários e, o Sisema, nos corpos principais dos rios atingidos pelos rejeitos.

Para acessar o Relatório da Operação Watu - Fase I:

Para acessar o Relatório da Operação Watu - Fase II:

Para acessar o Relatório da Operação Watu - Fases III e IV:

Para acessar o Relatório da Operação Watu - Fase V:

Com informações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais


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