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Ipea projeta crescimento de 3,2% para o PIB agropecuário em 2021

PIB deste ano foi revisto para 1,5%, devido ao fraco desempenho da pecuária.

Editado/publicado em 25/08/20


Divulgação


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta terça-feira (25), análise de conjuntura do setor agropecuário, com expectativa de crescimento de 3,2% no Produto Interno Bruto do setor em 2021. A projeção para 2020, no entanto, foi revista de 2% para 1,5%. Apesar da melhora das estimativas para a lavoura, de 3% para 3,6% em 2020, a pecuária deve recuar 2,8%, sobretudo devido à queda de 6,3% prevista para a produção de carne bovina.

O desempenho para o PIB agropecuário 2020, deve ser sustentado principalmente pela lavoura. Destaque este ano para o crescimento da produção de soja (5,9%), arroz (7,3%), trigo (41,0%), cana-de-açúcar (2,4%) e café (18,2%), de acordo com Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (do IBGE). Entre os componentes da pecuária, carne suína e ovos devem contribuir para o crescimento estimado, com 5,2% e 2,8%, respectivamente.

Para 2021, a projeção do Ipea é de crescimento de 3,2% no PIB da lavoura e 5% no da pecuária. A produção de milho deve avançar 9,1% e a de soja, 10,5%, segundo previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para a pecuária, a perspectiva é de recuperação em todos os segmentos – bovinos, frango, suínos, leite e ovos –, liderados pelo crescimento de 6,3% da carne bovina.

A seção de Economia Agrícola da Carta de Conjuntura do Ipea também faz uma análise do desempenho da balança comercial do setor em 2020. De janeiro a julho, as exportações brasileiras cresceram 11% em valor em comparação com o mesmo período do ano anterior. Carne suína (162%), complexo sucroalcooleiro (59,1%), produtos de soja (30,6%) e carne bovina (161,1%) foram os destaques. Quanto às importações, os dez principais produtos agropecuários importados pelo Brasil apresentaram queda de 9% no valor diante de 2019 – o resultado foi puxado por salmão (-35%), malte (-15%) e alho (-13%).

Com relação ao crédito rural, a análise do Ipea conclui que as condições de juros, inadimplência e prazo se mantiveram favoráveis para a próxima safra, especialmente para o pequeno e médio produtor, apesar do cenário de maior incerteza econômica devido à pandemia. O volume de crédito contratado em julho – primeiro mês do Plano Safra 2020/2021 – alcançou R$ 23,9 bilhões, 48,8% a mais em relação a julho do ano passado. Os dados apontam para a continuidade de expansão do crédito, de maneira sólida e sustentável, com destaque para o crédito de custeio nos próximos meses.

Economia agrícola

A previsão da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea para o PIB do setor agropecuário é de crescimento de 1,5% em 2020, considerando o prognóstico de safra do IBGE. Esta Carta de Conjuntura conta ainda com a primeira projeção do PIB agropecuário para 2021 (3,2%), calculada a partir do prognóstico de safra 2020-2021 da Conab.

A análise do comércio exterior da cadeia do agronegócio mostra que as exporta- ções brasileiras de janeiro a julho cresceram 11% (em valor) em comparação com o mesmo período do ano anterior. Carne suína, açúcar, soja e carne bovina foram os produtos de maior destaque. Quanto às importações brasileiras de produtos do agronegócio, os dez principais produtos de importação apresentaram queda de 9% diante de 2019. A queda foi puxada pelo salmão, pelo malte e pelo alho, com reduções de 35%, 15% e 13%, respectivamente, no valor importado.

Acesse o texto completo: arquivo em PDF.

Com informações da Ascom do IPEA


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