Bicas - MG -

OS GRANDES TRANSVIADOS DA HISTÓRIA E O PLANO DIVINO - 1

Editado/publicado em 30/10/20 - Artigo por Antônio Russi

Houve quem escrevesse, e eu humildemente acredito, que a História é o desdobramento de um plano articulado, executado em estreito regime de cooperação , como um concerto a quatro mãos . Tem como “background” musical as grandes massas sinfônicas da orquestração universal. Os desvios e as falhas que ocorrem não provêm do compositor na partitura, que é perfeita, mas de descuidos e imperícias dos executantes, ainda presos às imperfeições humanas.

Assim, pois, inadmite o autor haja uma História espiritual da Humanidade autônoma e divorciada da História dos seres encarnados. Ora, os seres que atuam na outra margem da vida são os mesmos que cá estiveram quando investidos de um escafandro carnal. Razão bastante para recolher a idéia e agradecer a Sabedoria Excelsa.

Nessa troca constante de posições,entre “mortos” e “vivos”, são os mesmos os atores. As atividades exercidas, cá e lá, ao longo dos milênios, lhes conferem experiências e maturidade, que podem prolongar-se indefinidamente sem que a posição se lhes altere muito a cada alma. Há os que aproveitam mais e os que passam o tempo todo mirando o próprio umbigo. Está o mundo referto destes. Não assim com o verdadeiro artista. Enquanto “vivo”, trabalha ele a sua arte, mas de repente um incidente lamentável pode ceifar-lhe a vida. Lá se lhe foi por água abaixo a obra que tão ardentemente lhe consumira a existência. Inacabada, perdida para sempre? E agora, como dar continuidade ao que empreendeu com tanto empenho entre uma existência e outra? Se a obra é boa e útil, terá ele nova oportunidade de dar continuidade ao trabalho; retorna à Terra e retoma o que começara. Mas, se não é boa, e pode ser até que má, e o autor queira assim mesmo dar prosseguimento, tem ele inteira responsabilidade pelo trabalho. O livre-arbítrio é sagrado. Deus no-lo conferiu;só Deus no-lo tira.

Ora, entre uma existência e outra, que alguns investigadores chamam de “inter missão”, o mais comum é que o Espírito não se lembre do que foi e do que fez, pelo menos dos sucessos mais distantes. Quando acontece, deve-se o fato a um instinto bastante aguçado e um acentuado senso intuitivo. Por abreviar o trabalho, deixo de adicionar razões que apontam os inconvenientes mais sérios se as reminiscências fossem uma brasa viva em sua memória.

Imaginemos o caso em que reencarnassem em um mesmo lar dois Espíritos – um deles o assassino e o outro a sua vítima, sem a bênção do esquecimento?

Antônio Russi (Professor e Escritor) - Lavras - MG - outubro/2020


Copyright © 2020 - Bicas News by Navearte - CNPJ: 23.987.662/0001-00 - Praça Rui Barbosa, 33 - Centro - Bicas - MG - CEP: 36600-000 - TEL: (32)3271-2244 - WhatsApp: (32) 98862-2244
O crédito ao Bicas News é obrigatório, exceto quando especificado ou para conteúdos reproduzidos de terceiros.