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Sejusp lança nova edição de campanha de alerta aos

riscos do uso e comercialização de linhas cortantes

Iniciativa tenta sensibilizar para o perigo do uso de cerol e linha chilena para empinar pipas.

Campanha "A Vida por um Fio" incentiva a denúncia ao 181 do comércio ilegal desses materiais.

Editado/publicado em 21/07/21


Divulgação/Sejusp

Começa nesta quarta-feira, 21/7, a segunda edição da campanha online "A Vida por um Fio", que tem como objetivos alertar a população sobre os riscos do uso de cerol e linha chilena, incentivar a denúncia do comércio ilegal desses materiais e ainda de locais onde são fabricados. A iniciativa é da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

A campanha teve sua primeira edição em julho do ano passado, mês de férias escolares, ventos fortes e céu azul. Época e condições ideais para levar nas alturas pipas ou papagaios fabricados por crianças, adolescentes e até mesmo adultos. O vídeo e as peças gráficas que serão distribuídos ao longo dos próximos dias abordam o quanto é arriscado empinar esses brinquedos perto de linhas elétricas ou no alto de telhados e lajes, em locais movimentados e, especialmente, se estiverem com linhas cortantes.

Todas as peças divulgam e estimulam a denúncia do comércio de linhas chilena e cerol, por meio do Disque Denúncia Unificado (DDU), o 181, cuja ligação é gratuita e de anonimato garantido. O serviço funciona nos 853 municípios do estado, 24 horas por dia, sete dias por semana.

Denúncias

Balanço do 181 aponta 539 denúncias de comércio ilegal de linha chinela e cerol em Minas Gerais durante todo o ano de 2020. Em 2021, somente no primeiro semestre, já foram recebidas 426 denúncias - número que, com a campanha, deve crescer ainda mais. Em caso de flagrantes de alguém soltando pipa ou papagaio com linhas cortantes, a orientação é o cidadão ligar para o 190 ou para a Guarda Municipal.

A lei estadual que veda a comercialização e o uso de linha cortante em pipas, papagaios e similares está em vigor desde dezembro de 2019. A multa para quem for flagrado vendendo linhas cortantes varia de R$ 3.590 a R$ 179 mil (para casos de reincidência). Já quando a linha cortante apreendida estiver em poder de criança ou adolescente, seus pais ou responsáveis legais serão notificados da autuação e o caso será comunicado ao Conselho Tutelar.

Fique ligado:

- Não solte pipas em dias de chuva, principalmente se houver relâmpagos.
- Evite brincar perto de antenas, fios telefônicos ou cabos elétricos. Procure locais abertos como praças e parques.
- Tente soltar pipa sem rabiola, como as arraias. Na maioria dos casos, a pipa prende no fio por causa da rabiola.
- Não empine pipa em cima de lajes e telhados.
- Jamais utilize linha metálica, como fio de cobre de bobinas, linha chilena ou com cerol. Também não faça pipas com papel laminado. O risco de choque elétrico é grande.
- Tenha cuidado com ruas e lugares movimentados, principalmente quando andar para trás. Pode haver algum buraco ou tráfego de veículos.
- Tenha atenção especial com os motociclistas e ciclistas — a linha pode ser perigosa para eles mesmo sem cerol. Fique atento para que a linha não entre na frente deles.
- Se a pipa se enroscar em fios, não tente tirá-la. É melhor fazer outra. Nunca use canos, vergalhões ou bambus.
- Ao correr atrás das pipas, tenha muito cuidado com o trânsito.


Divulgação/Sejusp

Com informações da SEJUSP - Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública

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