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Brasil tem tolerância zero com crime ambiental

Em seu discurso na ONU, Presidente Bolsonaro afirma que Brasil tem tolerância zero com crime ambiental.

Para proteção das florestas, Presidente Bolsonaro disse que o Governo está ampliando e aperfeiçoando o emprego de tecnologias e aprimorando as operações,
contando com a participação das Forças Armadas.

Editado/publicado em 23/09/20


Segundo o Presidente Bolsonaro, o Brasil vem sendo vítima de uma campanha de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal - Foto: Agência Brasil

Presidente da República, Jair Bolsonaro, destacou em seu discurso durante a 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas o compromisso com meio ambiente e combate aos crimes ambientais. “Os focos criminosos são combatidos com rigor e determinação. Mantenho minha política de tolerância zero com o crime ambiental”, afirmou.

“Somos líderes em conservação de florestas tropicais. Temos a matriz energética mais limpa e diversificada do mundo. Mesmo sendo uma das 10 maiores economias do mundo, somos responsáveis por apenas 3% da emissão de carbono".

Segundo o Presidente Bolsonaro, o Brasil vem sendo vítima de uma campanha de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal, no momento em que o país desponta como maior produtor mundial de alimentos. “A Amazônia brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil”, disse. “O Brasil desponta como o maior produtor mundial de alimentos. E, por isso, há tanto interesse em propagar desinformações sobre o nosso meio ambiente”, acrescentou.

Sobre os incêndios que vêm ocorrendo na região, o Presidente explicou que ocorrem, praticamente, nos mesmos lugares, no entorno leste da Floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas.

“Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior”, disse. Para combater o fogo e crimes ambientais, o governo está ampliando a atuação na região. “Lembro que a Região Amazônica é maior que toda a Europa Ocidental. Daí, a dificuldade em combater, não só os focos de incêndio, mas também, a extração ilegal de madeira e a biopirataria. Por isso, estamos ampliando e aperfeiçoando o emprego de tecnologias e aprimorando as operações interagências, contando, inclusive, com a participação das Forças Armadas”.

Sobre o Pantanal, o Governo também vem trabalhando para combater o fogo. “O nosso Pantanal, com área maior que muitos países europeus, assim como a Califórnia, sofre dos mesmos problemas. As grandes queimadas são consequências inevitáveis da alta temperatura local, somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição”.

Presidente Bolsonaro disse, ainda, durante Assembleia, que a preocupação com o meio ambiente vai além das florestas e citou o Programa Nacional de Combate ao Lixo no Mar, um dos primeiros a serem lançados no mundo, com uma estratégia para os 8.500 Km de costa.

E lembrou que em 2019, o Brasil foi vítima de um criminoso derramamento de óleo venezuelano, acarretando severos danos ao meio ambiente e sérios prejuízos nas atividades de pesca e turismo. “O Brasil considera importante respeitar a liberdade de navegação estabelecida na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Entretanto, as regras de proteção ambiental devem ser respeitadas e os crimes devem ser apurados com agilidade, para que agressões como a ocorrida contra o Brasil não venham a atingir outros países”, ressaltou.

Ações do Governo

O Presidente Jair Bolsonaro anunciou, no início do ano, a recriação do Conselho Nacional da Amazônia. Para ficar à frente do grupo, indicou o vice-presidente Hamilton Mourão. O Conselho tem como missão coordenar e integrar as ações governamentais voltadas à preservação, proteção e desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. “Temos nos lançado nessa enorme tarefa, cumprindo as diretrizes do Presidente Bolsonaro no sentido de estabelecer as melhores condições para cumprir a tríplice missão: proteger, preservar e desenvolver a Amazônia”, disse o presidente do conselho, Hamilton Mourão.

Em maio, o Governo Federal lançou a Operação Verde Brasil 2 para combater ilegalidades de desmatamento, queimadas e garimpo ilegal na Amazônia Legal. A operação já realizou 33.874 inspeções, 5.539 focos de incêndio foram combatidos e quase R$ 1,4 bilhão em multas foram aplicadas. “Esse é o compromisso do Governo do Presidente Bolsonaro: não às ilegalidades na Amazônia”, enfatizou.


As ações da Operação Verde Brasil ocorrem em faixas de fronteira, terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental e outras áreas federais da região. Coordenada pelo Ministério da Defesa, está no escopo do Conselho Nacional da Amazônia e conta com o apoio de órgãos de controle ambiental e segurança pública, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

Combate aos incêndios no Pantanal

De acordo com o Ministério da Defesa, as Forças Armadas atuam, desde o dia 25 de julho, no combate a incêndio no Pantanal sul-mato-grossense. No dia 5 de agosto, as ações foram estendidas ao Pantanal mato-grossense. O Ministério da Defesa atende à solicitação recebida pelos dois estados. Participam da operação embarcações e helicópteros da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, além de Fuzileiros Navais com curso de incêndio florestal.

As ações de apoio contam com o emprego de cinco aeronaves das Forças Armadas em voos de reconhecimento, transporte de militares e de brigadistas e lançamentos de água, abrangendo os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Para auxiliar no enfrentamento ao incêndio, o Ministério do Desenvolvimento Regional destinou na semana passada 13,9 milhões para ações nos estados. Também autorizou a liberação de R$ 407,1 mil para a cidade de Barão do Melgaço (MT) e outros R$ 870,8 mil transferidos em agosto para Poconé (MT).

Fonte: Planalto/PR


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