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Brasil pode se tornar potência na produção de vacinas contra Covid-19 e ajudar o mundo

Assunto foi tratado em encontro entre o Presidente Jair Bolsonaro e o diretor-geral da OMS, em Roma, neste domingo (31)

Editado/publicado em 01/11/21


Reunião com Tedros Adhanom, Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, à margem da Cúpula de Líderes do G20

Terminou neste domingo (31) o encontro dos líderes das vinte maiores economias mundiais, o G20, em Roma, na Itália. Foram dois dias consecutivos de debates na intenção de resolver, a médio prazo, questões do mundo após crise sanitária de Covid-19. Como resultado, o grupo consolidou um relatório com compromissos que envolvem clima, economia e vacinação.

No documento, os países se comprometem a ajudar o mundo a alcançar a meta de 70% da população vacinada contra o coronavírus até meados de 2022. A maior preocupação é com os países pobres. Para isso, o G20 prometeu não restringir exportações, bem como aumentar a transparência no fornecimento dos imunizantes.

Em sua última agenda oficial em Roma, o Presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o diretor-geral da Organização das Nações Unidas (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Os dois conversaram sobre o potencial do Brasil para a produção de vacinas que atendam às demandas da América Latina e do mundo. O líder brasileiro ressaltou que medidas restritivas impostas durante a crise sanitária de Covid-19 desequilibram a economia.

No sábado, em seu discurso aos líderes do G20, Bolsonaro falou sobre a agenda de reformas e apoio à economia durante a crise. “O Brasil se comprometeu com um programa extensivo e eficiente de vacinação, em paralelo a uma agenda de auxílio emergencial e preservação do emprego para a proteção dos mais vulneráveis”, disse.

Mudanças climáticas

As nações, entre elas o Brasil, também reafirmaram o que estabelece o Acordo de Paris, de 2015: limitar a elevação da temperatura média do planeta a 1,5°C. Na Cúpula do Clima (COP26), em Glasgow, na Escócia, evento que sucede a reunião do G20, o governo brasileiro vai reforçar a meta nacional de zerar a emissão desse gás até 2050.

O Presidente Jair Bolsonaro já havia anunciado esse prazo, neste ano, durante a Assembleia-Geral da ONU, nos Estados Unidos. A promessa é ter uma queda gradativa até lá: 37% até 2025 e 43% até 2030 comparando com o nível de 2005.

Outro compromisso do G20, que também será tratado na COP26, é a mobilização dos países ricos para doarem 100 bilhões de dólares a nações em desenvolvimento. O recurso servirá para o financiamento de projetos que minimizem o aquecimento global. Esse valor foi anunciado em 2009, mas ainda não saiu do papel.

O Presidente da República segue, nesta segunda-feira, para a província de Pádua, onde receberá o título de cidadão honorário do município de Anguillara Veneta, região de origem de familiares do presidente.

G20

Criado na década de 90, o G20 é uma organização formada por autoridades de alto nível, como ministros da Economia e presidente de Bancos Centrais, de 19 países e da União Europeia. O grupo, que começou a se reunir a partir de 2008, representa cerca de 80% da economia mundial e tem o objetivo de discutir os desafios globais econômicos, políticos e de saúde.

Em ordem alfabética, fazem parte da cúpula:

África do Sul
Alemanha
Arábia Saudita
Argentina
Austrália
Brasil
Canadá
China
Coreia do Sul
Estados Unidos
França
Índia
Indonésia
Itália
Japão
México
Reino Unido
Rússia
Turquia


Chegada do Presidente Jair Bolsonaro ao Centro de Conferências de Roma (La Nuvola). - Foto: Alan Santos/PR

Em discurso na reunião de abertura do G20,

Presidente Jair Bolsonaro ressaltou superação da crise sanitária

com melhora nos fluxos de comércio entre os países

Comitiva brasileira também se reuniu com secretário-geral da OCDE

As preocupações da cúpula do G20 são as mesmas do planeta inteiro: vacinas para todos os povos, recuperação da economia pós-crise e redução do uso de combustíveis fósseis (como petróleo e carvão) para preservar o meio ambiente. Em Roma, na manhã deste sábado, os pontos foram o destaque na plenária de abertura da 16ª reunião do grupo que reúne os 19 países mais ricos do mundo mais a União Europeia.

Depois que o primeiro-ministro italiano Mario Draghi abriu o evento, os chefes de estado discursaram no Centro de Convenções La Nuvola. O Presidente Jair Bolsonaro deu destaque à melhora nos fluxos de comércio entre as prioridades atuais. "Nossas economias recuperam-se à medida em que a crise sanitária é superada. Esses dois processos caminham lado a lado. Ambos têm mostrado a relevância de promovermos um comércio internacional livre de medidas discriminatórias. A integração de nossas economias, por meio de fluxos cada vez maiores de comércio e investimentos, constitui parte das soluções que buscamos."

Ao regressar para a embaixada brasileira após a plenária sobre "Economia e Saúde Globais", o Presidente comentou também sobre as ações do Governo que ajudaram quem perdeu renda nesses quase dois anos de crise sanitária de Covid-19, no Brasil. "Atendemos 68 milhões de pessoas. O Brasil fez o dever de casa e não mediu esforços para atender a população".

Entrada na OCDE

Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu destaque às tentativas do Brasil de fazer parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um organismo internacional de assessoria financeira independente. Para ele, o Brasil já cumpriu mais de cem instrumentos de aderência, incluindo um dos principais deles, que é ser um país com baixo índice de emissão de carbono na atmosfera. "O Brasil emite, por ano, 1,7% de carbono na atmosfera. A China (que não faz parte da OCDE) expele 30% os Estados Unidos 15%, a União Europeia 14%. Tenho certeza que o secretário Mathias Cormann é um amigo do Brasil e vai analisar nosso pleito com a devida atenção e sensibilizar os outros membros".

Encontro Bilateral com o Secretário-Geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Mathias Cormann. Foto: Alan Santos/PR

Considerado atualmente um parceiro estratégico do organismo, o Brasil espera receber ainda este ano uma carta-convite para ser membro pleno, decisão que depende da aprovação dos outros 38 sócios, deste que pode ser considerado um clube bastante restrito.

Na embaixada brasileira na Itália, o Presidente Jair Bolsonaro recebeu o secretário-geral da organização, o australiano Mathias Cormann. Na visão da chancelaria, ser membro pleno significa ganhar novos parceiros comerciais e fazer acordos exclusivos.


As reuniões do G20 prosseguem neste domingo com a seção 2, sobre Mudanças climáticas e meio ambiente e a Seção 3, que vai debater Desenvolvimento sustentável.

Confira na íntegra o discurso do Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante reunião plenária sobre economia e saúde da 16ª Cúpula do G20. Evento reúne líderes das principais economias do mundo em Roma, na Itália, neste sábado e domingo (31).

Discurso do Presidente da República, Jair Bolsonaro, na sessão I:

“Economia e Saúde Global” da 16ª Cúpula do G20

Roma/Itália, 30 de outubro de 2021



Senhoras e senhores líderes do G20,

É uma grande satisfação para mim participar, presencialmente, deste importante encontro de lideranças em um momento de recuperação econômica mundial. Apesar de termos motivos para comemorar, ainda restam desafios para alcançarmos crescimento econômico mais estável e equitativo.

O Brasil se comprometeu com um programa extensivo e eficiente de vacinação, em paralelo a uma agenda de auxílio emergencial e preservação do emprego para a proteção dos mais vulneráveis. Estamos igualmente comprometidos com uma agenda de reformas estruturantes, essenciais para uma retomada econômica sustentada. Já conseguimos atrair um volume superior a US$ 110 bilhões em investimentos nos setores de infraestrutura e temos a expectativa de alcançar valores ainda superiores até 2022.

O histórico acordo concluído pelo G20 e por outros países sobre tributação internacional, no âmbito da OCDE, é também uma contribuição significativa para a sustentabilidade fiscal e econômica.

Os trabalhos do G20 na trilha de finanças renderam resultados importantes para a recuperação da crise econômica, como ilustram a nova alocação de direitos especiais de saque pelo FMI e as medidas para enfrentar desafios relacionados ao meio ambiente e à saúde.

Gradualmente, nossas economias recuperam-se à medida em que a crise sanitária é superada. Esses dois processos de recuperação caminham lado a lado. Ambos têm mostrado a relevância de promovermos um comércio internacional livre de medidas distorcivas e discriminatórias. Eis por que a integração de nossas economias, por meio de fluxos cada vez maiores de comércio e investimentos, constitui parte das soluções que buscamos com vistas à recuperação e ao desenvolvimento sustentável.

No Brasil, mais da metade da população nacional já está plenamente imunizada de forma voluntária. Mais de 94% da população adulta já recebeu pelo menos uma dose da vacina. Ao todo, aplicamos mais de 260 milhões de doses, das quais mais de 140 milhões foram produzidas em território nacional.

Para o Brasil, os esforços do G20 deveriam concentrar-se no combate à atual pandemia, que continua a assolar muitos países.

Entendemos, portanto, caber ao G20 esforços adicionais pela produção de vacinas, medicamentos e tratamentos nos países em desenvolvimento.

Muito obrigado.


Presidente Jair Bolsonaro durante Cúpula de Líderes do G20. - Foto: Alan Santos/PR

Fonte: Planalto/gov.br

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