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Pouco conhecida e muito comum em idosos,

AFASIA tem tratamento integral e gratuito no SUS

Afasia é toda e qualquer alteração de linguagem que afeta a capacidade cognitiva, fala, linguagem verbal e leitura.

Editado/publicado em 05/04/22


Divulgação

Um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde apontou que o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou, em 2021, 4.779 procedimentos ambulatoriais e 27 procedimentos hospitalares com pacientes que apresentaram queixas relacionadas à afasia na rede pública de saúde. Muito comum em idosos, a afasia é toda e qualquer alteração de linguagem que afeta a capacidade cognitiva, fala, linguagem verbal e leitura.

Por ser pouco conhecida pela população, muitos pacientes e seus familiares não procuram ajuda médica especializada achando que não existe tratamento, mas a doença tem tratamento integral e é ofertado gratuitamente pelo SUS. Atualmente, 287 unidades estão habilitadas para a Assistência de Alta Complexidade em Neurocirurgia e 88 Centros de Atendimento de Urgência aos Pacientes com AVC, com profissionais capacitados.

A afasia é provocada por um dano ou lesão cerebral, geralmente decorrente de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que acomete o lado esquerdo do cérebro, onde estão concentradas as funções de linguagem. O distúrbio que afeta mais idosos que jovens, compromete aspectos de conteúdo, forma e uso da linguagem oral e escrita em relação à expressão e/ou compreensão por parte da pessoa com o problema.

A afasia também pode ocorrer após traumas no crânio, tumor cerebral, aneurisma, esclerose múltipla, infecções cerebrais e alguns tipos de demência ou doenças degenerativas ou metabólicas que surgem naturalmente com o envelhecimento, como Demência Frontotemporal ou Alzheimer. O distúrbio também pode se instalar de forma gradual, principalmente se estiver relacionada a doenças degenerativas ou tumores no cérebro.

O tamanho da lesão cerebral e o tipo de doença de base determinam o grau de deficiência da linguagem. Esses estabelecimentos, apesar de focados para fornecer assistência médica qualificada e multiprofissional, melhorar a qualidade de vida e auxiliar pessoas com sequelas do AVC, também recebe casos de afasia provocados por outros danos cerebrais.

Sinais e sintomas da Afasia

Entre os principais sintomas estão a dificuldade de selecionar palavras dentro da sua narrativa, de expressar o que deseja, compreender o que é dito, ler e escrever, além de realizar alguns gestos. Se a pessoa começar a falar ou escrever frases curtas ou incompletas, que não fazem sentido e/ou são incompreensíveis, trocar uma palavra por outra ou fonemas por outros fonemas, são indicativos do distúrbio.

Ao identificar os sintomas, é necessário procurar ajuda médica para diagnóstico e início do tratamento. O diagnóstico é realizado por um médico neurologista, com base nas evidências clínicas, sinais e sintomas do paciente. O profissional solicita um exame topográfico, geralmente tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que define onde está a lesão no cérebro e a causa ou doença que levou à afasia.

Tratamento para Afasia

O tratamento para as afasias ocorre com fonoaudiólogos, profissionais capacitados para reabilitar os distúrbios da comunicação, além de outros especialistas para tratar da reabilitação de áreas comprometidas. No entanto, a reabilitação de linguagem para os casos de afasia tem como pilar a fonoterapia, que envolve a prática de habilidades linguísticas e pode ensinar os pacientes a suprir deficiências com outras formas de se comunicar.

Tipos de Afasia

Antes de tudo, é importante diferençar afasias de outras alterações da fala, como a disartria, que é uma alteração neurológica caracterizada pela dificuldade em articular as palavras de maneira correta; e a disfonia (rouquidão), que é toda e qualquer dificuldade na vocalização das palavras, geralmente relacionadas a disfunções das cordas vocais.

Atualmente, com base nas melhores evidências científicas comprovadas por testes neuropsicológicos padronizados ao redor do mundo, como por exemplo os experimentos realizados em Boston, as afasias são divididas em dois grandes grupos baseados na fluência do discurso: as afasias fluentes e as afasias não fluentes.

- Afasias não fluentes: geralmente acometem áreas anteriores do cérebro, principalmente as regiões frontais que estão envolvidas com a fluência do discurso. Pessoas com esse distúrbio lutam para se expressar e apresentam grande dificuldade em achar as palavras, falam frases muito curtas e omitem palavras. Geralmente estão conscientes das suas dificuldades em se comunicar. As afasias não fluentes podem apresentar fraqueza ou paralisia do lado direito do corpo.

- Afasias fluentes: pessoas com esse tipo de afasia podem falar com facilidade e fluência, mas geralmente se expressam com frases longas e complexas que, muitas vezes, não fazem sentido no contexto da conversa ou incluem palavras incompreensíveis, incorretas e desnecessárias. Pacientes com esse tipo de afasia geralmente não entendem o que está sendo falado e muitas vezes não percebem que as outras pessoas não conseguem compreendê-los.

Como ajudar pessoas com afasia a se comunicarem melhor?

O papel da família é muito importante. Por isso, algumas atitudes podem ajudar pessoas com afasia a se comunicarem melhor.

Dê mais tempo para a pessoa se expressar e compreender você, tenha paciência e aja com amor e cuidado. Use sempre fases curtas e simples, se preciso for, repita. Escolha conversar sempre em ambientes tranquilos, sem agitação ou barulhos. Se necessário, use desenhos, gestos e imagens para reforçar a compreensão. Fale sobre um tema de cada vez, não inclua vários assuntos na mesma conversa. E o mais importante: mostre que você realmente se interessa pelo o que a pessoa tem a dizer e que, apesar das dificuldades, você a entende, a compreende, está ali e é sempre muito bom conversar com ela. Durante o tratamento, os membros da família frequentemente participam do processo de reabilitação, o que ajuda bastante na evolução da comunicação do paciente.

Como prevenir a afasia?

A prevenção ocorre para evitar as doenças ou problemas que podem desencadear o distúrbio. Alimentação saudável, prática regular de atividades físicas, não fumar, evitar consumo de álcool e outras drogas, ingerir bastante água, previnem uma série de doenças crônicas como câncer, diabetes, pressão alta, colesterol alto e obesidade, além de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, uma das principais causas da afasia.

Fonte: Ministério da Saúde

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