Morre a sambista Beth Carvalho
A cantora e compositora Beth Carvalho morreu, aos 72 anos, no final da tarde de ontem (30),
no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, zona sul do Rio, onde estava internada desde janeiro deste ano.

Editado/publicado em 01/05/19


Fernando Frazão/Agência Brasil

O hospital informou que não vai divulgar a causa da morte da artista. Mais informações sobre a morte da sambista vão ser divulgados pela assessoria da cantora.

Com mais de 50 anos de carreira e com dezenas de discos lançados, Beth Carvalho lançou nomes como o cantor Zeca Pagodinho, que só se referia a Beth como madrinha, além de Arlindo Cruz e Almir Guineto e o próprio grupo Fundo de Quintal, que ficou famoso por meio da cantora. Zeca Pagodinho ficou muito abalado com a notícia e, por intermédio de sua assessoria, disse que "não tinha condições de falar hoje".

Na tradicional roda de samba do Cacique de Ramos, Beth Carvalho lançou diversos compositores que se destacaram nas rodas de samba, que era realizada todas as quartas-feiras, embaixo do pé de uma tamarineira. Mangueirense de coração e torcedora do Botafogo, suas duas grandes paixões, Beth também lançou o cantor e compositor Jorge Aragão, entre outros.

Beth Carvalho sofria de um problema de coluna há vários anos e recentemente fez alguns shows deitada em uma cama, sem conseguir sentar por causa das fortes dores.

Na página oficial da artista nas redes sociais foi divulgado o seguinte texto:

"Queridos amigos e fãs, nossa querida Beth Carvalho partiu hoje as 17h33, cercada do amor de seus familiares e amigos. Agradecemos todas as manifestações de carinho e solidariedade nesse momento. Beth deixa um legado inestimável para a música popular brasileira e sempre será lembrada por sua luta pela cultura e pelo povo brasileiro. Seu talento nos presenteou com a revelação de inúmeros compositores e artistas que estão aí na estrada do sucesso. Começando com o sucesso arrebatador de ‘Andança’, até chegar a Marte com ‘Coisinha do Pai’, Beth traçou uma trajetória vitoriosa laureada por vários prêmios, inclusive um Grammy pelo conjunto da obra.

Corpo de Beth Carvalho será velado no Botafogo nesta quarta

O velório da cantora Beth Carvalho será realizado nesta quarta-feira (1º), a partir das 10h, no Salão Nobre da sede do Botafogo de Futebol e Regatas, seu clube do coração, em Botafogo. De lá, o cortejo seguirá em carro aberto do Corpo de Bombeiros para o crematório do Cemitério São Francisco Xavier, do Caju, zona portuária da cidade, onde será cremado. Na página do clube no Facebook uma homenagem a botafoguense de coração. “Nossa estrela foi brilhar no céu. Descanse em paz, madrinha!”

A sambista morreu hoje (30) às 17h33, de septicemia (infecção generalizada) no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, onde estava internada desde o dia 8 de janeiro deste ano. A sambista completaria 73 anos no próximo domingo (5), quando tinha programado uma grande festa para comemorar a data.


Beth Carvalho teve mais de 50 anos de carreira e lançou dezenas de discos - Kamyla Abreu/TV Brasil

Trajetória

A carreira de Beth Carvalho teve origem na bossa nova. Em 1965, gravou o seu primeiro compacto simples com a música Por Quem Morreu de Amor, de Menescal e Bôscoli. Em 66, já envolvida com o samba, participou do show A Hora e a Vez do Samba, ao lado de Nelson Sargento e Noca da Portela.

Participou de festivais como o Festival Internacional da Canção (FIC) e o Festival Universitário. No FIC de 68, conquistou o 3º lugar com Andança, de Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi, e ficou conhecida em todo o país.

A partir de 1973, passou a lançar um disco por ano e se tornou sucesso de vendas, emplacando vários sucessos como 1.800 Colinas, Saco de Feijão, Olho por Olho, Coisinha do Pai, Firme e Forte e Vou Festejar.

Beth Carvalho é reconhecida por resgatar e revelar músicos e compositores do samba. Em 1972, ajudou no resgate de Nelson Cavaquinho, que lhe presentou com a canção Folhas Secas, parceria de Nelson com Guilherme de Brito, e de Cartola, de quem três anos depois gravou a até então inédita As Rosas Não Falam. As duas se tornaram clássicos da música brasileira

Fonte: Agência Brasil


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