Fundação João Pinheiro divulga análise das características gerais dos domicílios brasileiros
Estudo foi desenvolvido com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Pnad Contínua 2016, divulgada pelo IBGE.

Editado/publicado em 13/12/17

A Fundação João Pinheiro (FJP) divulgou, nesta quarta-feira, 13 de dezembro, na plataforma FJP DADOS, o estudo Características gerais dos domicílios: Brasil e Minas, desenvolvidoa partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Pnad Contínua 2016, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No que diz respeito à condição de posse dos domicílios, a análise verificou que para o conjunto de domicílios do Brasil, 74% eram próprios, já quitados ou em pagamento, 18% eram alugados e 8% cedidos. Para o conjunto dos domicílios da capital mineira o estudo apontou uma piora nas formas de ocupação, já que a posse do domicilio caiu para 69%, sendo 62% já quitados e 7% em pagamento. O percentual de domicílios alugados atingiu 19% e cedidos 12%.

Entre as características gerais dos domicílios, o abastecimento de água e o esgotamento sanitário estiveram no foco das discussões nos últimos anos, em função da crise de abastecimento de água potável em diversos pontos do país. Os resultados da pesquisa apontaram que, no Brasil, 86% dos domicílios estavam ligados à rede geral de água, 7% tinham como fonte de água o poço artesiano e os demais (7%) recorriam a fontes variadas como cisternas, nascentes e outras formas de abastecimento.

Em Minas Gerais, 88% dos domicílios tinham acesso à rede geral de água, 6% a fontes ou nascentes, 4% a poços artesianos e os outros 2% a cisternas. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e capital, 98 e 100% dos domicílios, respectivamente, estavam ligados à rede geral de abastecimento de água.

Em 2016, no Brasil, 65,9% dos domicílios estavam ligados à rede de esgotamento sanitário, 29,8% ligados a fossas e o restante tinha outras formas de esgotamento. Em Minas Gerais, 81,1% dos domicílios estavam ligados à rede geral de esgoto, enquanto o restante estava ligado a fossas e outras formas de esgotamento. Na RMBH, o percentual de domicílios ligados à rede era de 90,9%, enquanto em Belo Horizonte esse número atingia 98,9%.

No período, 82,6% dos domicílios do país tinham acesso à coleta de lixo direta; 7,7% eram atendidos por serviço de caçamba; 8,2% tinham como forma principal de destinação dos resíduos domiciliares a queima; e apenas 1,5% declararam utilizar outras formas de destinação para o lixo, como enterrar ou jogar em terrenos baldios. Em Belo Horizonte, 98,6% do lixo era coletado diretamente, 1,2% coletado em caçamba e somente 0,2% tinha outra destinação.

Também foram analisadas as formas de acesso à internet nos domicílios. O uso do celular foi o preferido dos lares brasileiros para acessar a rede mundial de computadores, atingindo 60%. A outra forma destacada foi o microcomputador/notebook com 40%, e o terceiro meio mais utilizado foi o tablet, com 12%.

Vale ressaltar que, no âmbito dos domicílios, as várias formas de acesso não eram excludentes no período avaliado. Nas áreas urbanizadas como Belo Horizonte, o acesso via celular saltava para 78% e por micro computador/notebook para 60%. Outras maneiras de acesso como tablets (18%) e smart TV (17%) se intensificavam devido à facilidade de acesso a esses bens e conteúdos, assim como à maior disponibilidade de vias de acesso como internet por cabo, satélite e ondas de rádio, entre outras.

Com informações da Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro


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