PCMG desarticula esquema de adulteração de cerveja em Contagem
Uma organização criminosa especializada em adulteração de cerveja
foi desarticulada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), nesta quarta-feira (28).

Editado/publicado em 02/03/18


Delegados Christiano Xavier e Pedro Henrique Baptista Vieira - Imagem Divulgação - PCMG

As investigações tiveram início após uma denúncia sobre o funcionamento de uma fábrica clandestina de bebidas na Fazenda Santa Rita, no bairro Liberdade, em Contagem. No local, funcionava de fachada uma fábrica de cervejas artesanais.

A ação resultou na prisão de sete homens suspeitos de participação no esquema que consistia em trocar o rótulo de uma cerveja pelo de outra marca com valor de venda superior ao da primeira. Também foram apreendidos mais de mil caixas de cervejas adulteradas, maquinário, dois caminhões, empilhadeiras e diversos materiais utilizados no processo de adulteração.

De acordo com o Delegado Regional de Contagem, Christiano Augusto Xavier, a adulteração consistia na aquisição de garrafas de cerveja que tinham os rótulos e as tampas de metal originais retiradas e, em seguida, trocadas por de outras marcas. “As investigações revelaram que eram adulterados até mil engradados por semana e o lucro podia chegar a R$ 100 mil reais semanais”, explicou o Delegado-Regional.

Ainda de acordo com o Delegado, por meio dos trabalhos de Polícia Judiciária, foi possível identificar o suspeito Hudson dos Santos Pereira, de 30 anos, como chefe da organização criminosa. Hudson seria o responsável por ter alugado a fazenda, contratado os demais membros e adquirido o maquinário para a falsificação.

Outros suspeitos, como o irmão de Hudson, Claudinei dos Santos Pereira, de 38 anos, Lucas Mendes Pereira, de 25, Matheus Henrique Mota da Silva, de 23, Daivisson dos Santos Souza, de 32, Cristiane Maria de Souza, de 50, e Daivid Jesus Castro, de 28 anos, se revezavam na retirada e na aplicação das tampas e do rótulo. As investigações ainda identificaram Rafael Salvador Francisco, de 36 anos, como o motorista responsável por entregar a bebida na fazenda e levar os produtos adulterados.

“As investigações ainda vão apurar como era a distribuição dessas bebidas e se as cervejas adulteradas eram compradas ou se são resultados de roubos de cargas”, completou o Delegado Christiano Augusto Xavier.

Os suspeitos que atuavam na adulteração recebiam R$ 1 por cada engradado com rótulo retirado e R$ 2 por cada engradado com novo rótulo e nova tampa aplicados. O Delegado Pedro Henrique Baptista Vieira, que preside o inquérito, explicou que todos os suspeitos tinham ciência de se tratar de uma prática ilegal. “Eles podem responder por associação criminosa, com pena prevista de um a três anos, e por crimes contra a relação de consumo”, destacou o Delegado Pedro Vieira.


Presos - Imagem Divulgação - PCMG

O Delegado ainda explicou a importância da operação, com o descobrimento da fraude na fábrica, visto que para o consumidor não é tão simples identificar se o produto comprado é adulterado. “Esse tipo de crime conta com a complacência dos comerciantes e, por isso, na fase da venda é mais difícil identificar que se trata de uma cerveja adulterada sem exames periciais específicos”, finalizou o Delegado.

Os sete suspeitos foram autuados em flagrantes. Já Hudson e um nono integrante da organização criminosa, que ainda está sendo identificado, são procurados pela PCMG.

Com informações da Assessoria de Comunicação – PCMG


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