INCA publica alerta contra dispositivos para fumar
Chance de jovem começar fumar cigarro convencional quadruplica com o uso de DEFs, e é erro ver na migração para aparelhos cessação do tabagismo.

Editado/publicado em 10/12/19


O INCA publicou nesta terça-feira, 10, alerta sobre o uso de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), que são aparelhos que funcionam com bateria e possuem diferentes formas e mecanismos, contêm inúmeras substâncias tóxicas e, em sua maioria, aditivos com sabores e nicotina , droga que causa dependência.

Entre os acidentes relatados pelo uso dos DEFs estão: acidentes por explosão das baterias que causam queimaduras, perda de partes do corpo e até morte; ingestão acidental dos líquidos, especialmente por crianças – esses líquidos contêm nicotina e pode ser inalado ou entrar em contato com pele e olhos; princípios de incêndio em residências e em outros locais; e doença pulmonar severa.

Uma revisão sistemática de estudos científicos mostrou que a chance de um jovem começar a fumar cigarros convencionais quadruplica com o uso de DEFs.

O INCA reafirma, assim, seu apoio à manutenção da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nº 46 de 2009, que proíbe a comercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar.


Dispositivos eletrônicos para fumar

O que são dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs)?

Dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) são aparelhos que funcionam com uma bateria e têm diferentes formas e mecanismos. Podem ter, por exemplo, o formato de cigarros, canetas e pen drives.

Em sua maioria contêm aditivos com sabores, substâncias tóxicas e nicotina, que é uma droga que causa dependência, adoecimento e morte.

A composição e concentração de nicotina nos líquidos varia de acordo com o fabricante.

Quais são os tipos?

Os DEFs podem ser classificados em:
- Cigarros eletrônicos: funcionam com bateria para aquecer a solução líquida (e-liquids) contendo diferentes concentrações de nicotina, ou sem nicotina, e produzem um aerossol que o usuário inala. Outras substâncias psicoativas também têm sido utilizadas como o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol.
- Cigarros aquecidos (também chamados de HEET ou HeatStick): funcionam com bateria para aquecer um pequeno cigarro, que produz um aerossol contendo nicotina e outros produtos químicos. Cada HEET apresenta aproximadamente a mesma quantidade de nicotina que um cigarro comum.
- Vaporizadores de ervas secas: funcionam com bateria e aquecem o tabaco picado ou outras ervas, tal como cachimbo, produzindo um aerossol.
- Produtos híbridos: possuem características de cigarros eletrônicos e vaporizadores de ervas secas. Possuem dois reservatórios: um armazena ervas picadas e o outro, os líquidos.

Quais os riscos à saúde?

Não é verdade o argumento de que os DEFs fazem menos mal à saúde do que os cigarros tradicionais.

Estudos mostram que os níveis de toxicidade podem ser tão prejudiciais quanto os do cigarro tradicional, já que combinam substâncias tóxicas com outras que muitas vezes apenas mascaram os efeitos danosos.

Os DEFs oferecem muitos riscos à saúde, como dependência, doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer.

Não há evidências científicas que indiquem o uso de DEFs para parar de fumar.

Cuide de sua saúde. Não caia em modinhas!

É importante saber que a importação, propaganda e a venda desses produtos, incluindo pela Internet, são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O uso de DEFs em ambientes coletivos fechados é proibido.

Conheça o Alerta do INCA: arquivo em PDF.


Com informações do INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva

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