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População adulta é a que menos se vacina contra o sarampo
A maior preocupação é com os adultos acima de 30 anos, uma vez que a cobertura vacinal entre este público está abaixo do esperado.

Editado/publicado em 25/01/19


A única forma de se proteger contra o sarampo é a imunização - Gleisson Mateus/Funed

A coordenadora de imunização da SES-MG, Eva Lídia Medeiros, explica que a única forma de se proteger contra o sarampo é a imunização. A vacina indicada contra a doença é a Tríplice Viral, que está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do estado e também protege contra a rubéola e a caxumba.

“No grupo de adultos de 30 a 39 anos, 1.124.064 pessoas tomaram a primeira dose da vacina contra o sarampo. Isso representa uma cobertura de apenas 36,81%. Aqueles que não vacinaram ou não têm como comprovar a vacinação, precisam se dirigir a uma unidade básica de saúde para se imunizar”, explica Eva Lídia Medeiros, coordenadora de imunização da SES-MG.

Graças à Campanha Nacional contra sarampo de 2018 (ocorrida em agosto), entre as crianças de 1 ano e menores de 5 anos, a meta recomendada para a tríplice foi alcançada. Entre esse público, a Cobertura Vacinal chegou 97,49% com um total de 1.001.522 doses aplicadas, uma cobertura acima da meta mínima, que é de 95%.

A campanha teve como objetivo levar aos postos de saúde todas as crianças menores de cinco anos, para que a situação vacinal de cada uma fosse verificada. Na época, todas as crianças dentro da faixa etária recomendada para a vacina receberam uma dose da tríplice viral, independente de já terem as duas doses recomendadas, desde que não tivessem sido imunizadas nos últimos trinta dias.

A doença

O sarampo é uma doença infecciosa viral aguda de alta transmissibilidade que pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. A transmissão da doença ocorre diretamente de pessoa para pessoa, através de gotículas do nariz, boca ou garganta de pessoas infectadas pelo vírus.

Entre os principais sintomas estão febre, manchas avermelhadas pelo corpo (exantemas), tosse, coriza, conjuntivite (olhos vermelhos e lacrimejantes), fotofobia (sensibilidade à luz) e pequenas manchas brancas dentro da boca (manchas de Koplik). A doença também pode apresentar complicações graves, incluindo encefalite, pneumonia e até óbito, principalmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

Casos suspeitos

Conforme dados do último boletim epidemiológico do sarampo, divulgado em 13/12/2018, eram 439 casos suspeitos notificados, destes, 348 casos foram descartados laboratorialmente e 91 ainda se encontram em processo de investigação, aguardando pesquisa laboratorial das amostras pela Fundação Ezequiel Dias (FUNED-MG).

Das análises realizadas, até o momento, 18 casos suspeitos apresentam amostras soropositivas/reagentes ou inconclusivas para anticorpos lgM em primeira coleta oportuna, pertencentes aos seguintes municípios: Belo Horizonte (03 casos), Caratinga (01 caso), Carmo da Mata (01 caso), Conceição das Pedras (02 casos), Itanhandu (01 caso), Jequitinhonha (01 caso), Juiz de Fora (01 caso), Santa Helena de Minas (01 caso), Santa Juliana (01 caso) e São Roque de Minas (01 caso).

No dia 21/1 foi registrado um caso suspeito de sarampo, de um paciente residente na cidade de Betim e que está internado em um hospital particular de Belo Horizonte. Trata-se de um italiano, de 29 anos, que veio para o Brasil há cerca de 15 dias. O paciente não soube informar se já foi vacinado contra o sarampo e nem relatou se teve a doença na infância.

Ações de controle e bloqueio vacinal, que são independentes de todas as confirmações laboratoriais, foram iniciadas imediatamente após a notificação do caso. Algumas medidas foram tomadas para impedir a transmissão da doença: bloqueio vacinal no ambiente hospitalar; bloqueio vacinal na residência em Betim, bloqueio vacinal na empresa em que o homem trabalha.

Os últimos casos autóctones confirmados de sarampo no Estado, ocorreram em 1999 (9 casos). No ano de 2013, foram confirmados dois casos de sarampo de residentes do estado, ambos importados (contágio ocorrido na Flórida-EUA).

Conheça os esquemas de vacinação contra sarampo por idade:

Aos 12 meses de idade, a criança deverá receber a primeira dose da vacina tríplice viral (que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba).

Aos 15 meses de idade, a criança deverá receber a segunda dose com a vacina tetraviral (contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a catapora/varicela) ou a vacina tríplice viral e a de varicela monovalente.

De 02 a 29 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverão receber duas doses com intervalo de no mínimo 30 dias da primeira dose.

De 30 a 49 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverá receber apenas uma dose.

Após 49 anos de idade, não é necessário a vacinação porque são consideradas imunes.

Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, dentistas e outros), independente da idade, devem ter duas doses válidas da vacina tríplice viral documentadas.

Profissionais de transporte (taxistas, motoristas de aplicativos, motoristas de vans e ônibus), profissionais do turismo (funcionários de hotéis, agentes, guias e outros), viajantes e profissionais do sexo devem manter o cartão de vacinação atualizado conforme os esquemas vacinais.

Com informações da SES - Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

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