Campanha amplia ações para melhorar o atendimento a negros no SUS
Iniciativa faz parte das comemorações pelo Dia da Consciência Negra e reforça o trabalho do Governo do Brasil
no enfrentamento à discriminação no Sistema Único de Saúde.

Editado/publicado em 21/11/17

Cinco mil profissionais de saúde e mobilizadores serão capacitados para atender a população negra - Arquivo/Agência Brasil

Para garantir um atendimento ético, humanizado e de qualidade às pessoas pretas e pardas, o Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (21) a campanha "O SUS está de braços abertos para a saúde da população negra". A iniciativa vai capacitar cinco mil profissionais de saúde e mobilizadores e distribuir um manual com orientações para a execução da Política de Saúde da População Negra.

O lançamento da campanha faz parte das comemorações pelo Dia da Consciência Negra, celebrado nessa segunda-feira (20), e reforça o trabalho do Governo do Brasil na promoção da equidade e enfrentamento à discriminação nas instituições e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Hoje fazemos uma homenagem à população negra do Brasil e reforçamos o compromisso de avançarmos, naquilo que for possível, para dar apoio e integrar essa população cada vez mais no sistema de saúde e assim proporcionar a equidade no atendimento ao SUS”, disse o ministro Ricardo Barros.

Dados do Ministério da Saúde comprovam a importância de ações especiais para a população negra, que representa 54% dos brasileiros. Os indicadores revelam situações de vulnerabilidades, como maior prevalência de doenças crônicas e infecciosas. Entre as mais comuns estão a anemia falciforme, diabetes mellitus (tipo II), hipertensão arterial e deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase.

No caso da anemia falciforme, por exemplo, enquanto ela varia de 2% a 6% na população brasileira em geral, na população negra fica entre 6% a 10%. Ainda de acordo com o ministério, a diabetes mellitus (tipo II) atinge com mais frequência os homens negros (9% a mais que os homens brancos) e as mulheres negras (em torno de 50% a mais do que as mulheres brancas). A hipertensão arterial tende a ser mais complicada em negros, de ambos os sexos. E, por sua vez, a deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase apresenta frequência relativamente alta em negros do continente americano (13%). Além disso, 86% da população notificada com doença de chagas é negra.

Além de capacitar os profissionais para atender essa população, serão criados comitês de saúde estaduais e municipais da política e o módulo de ensino a distância da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra será reformulado, com versões em português, inglês e espanhol.

Fonte: Governo do Brasil/Ministério da Saúde


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